Licenciamento ambiental: CNMA/CFMV amplia debate sobre atuação de veterinários
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 12 de julho, às 18:01.
Se você trabalha com produção animal, indústria ou serviços que precisam de licença para operar, o tema “meio ambiente” deixa de ser só burocracia e vira oportunidade de atuação profissional. Na Comissão Nacional de Meio Ambiente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNMA/CFMV), a discussão avançou sobre novas frentes ligadas ao trabalho de médicos-veterinários e zootecnistas.
A comissão se reuniu entre 25 e 26 de junho, na sede do CFMV, em Brasília. A ideia central, segundo o presidente da CNMA/CFMV, o zootecnista Fábio Holder Cavalcanti, é tratar o meio ambiente como algo transversal: um assunto que conversa com praticamente todas as áreas do Sistema CFMV/CRMVs. Ou seja, a comissão quer encontrar tópicos ainda pouco explorados para ampliar contribuição social e abrir caminhos no mercado de trabalho.
Para entender o raciocínio, pense em um “mapa” que você dobra e abre toda vez que precisa achar um endereço. O meio ambiente é esse mapa: ele conecta várias rotas. Quando a comissão identifica temas pouco mexidos, o objetivo é deixar o “mapa” mais útil para quem está na ponta.
O que a comissão está construindo
Um dos trabalhos em desenvolvimento é um material técnico voltado à responsabilidade técnica em empresas de controle de pragas (responsabilidade técnica é o papel profissional definido para responder pelo trabalho dentro das exigências da área). A proposta é reunir orientações que sirvam de referência para a atuação nesse segmento.
Outra frente estratégica envolve o reconhecimento da participação de médicos-veterinários e zootecnistas, dentro das suas competências, na elaboração de projetos de licenciamento ambiental (licenciamento ambiental é o procedimento exigido para atividades com potencial de impacto funcionarem dentro das regras). O presidente destaca que empreendimentos que dependem dessa licença, como os ligados à produção animal e a estabelecimentos comerciais e industriais, já têm interface direta com o dia a dia desses profissionais.
O ponto-chave, na visão da comissão, é que a atuação existe na prática e pode ganhar espaço formal: ao incluir esses profissionais na elaboração dos projetos, amplia-se o campo de trabalho e fortalece-se a valorização profissional.
E daí pra mim?
Na prática, as discussões da CNMA/CFMV sinalizam que a área ambiental pode ganhar contornos mais claros para quem atua com controle de pragas e também para quem interage com processos de licenciamento. Isso tende a ajudar profissionais e empresas a seguirem referências técnicas mais objetivas.
- Foco: ampliar atuação de médicos-veterinários e zootecnistas em pautas ambientais
- Entrega em andamento: orientação técnica para responsabilidade técnica em controle de pragas
- Ponto estratégico: participação desses profissionais em projetos de licenciamento ambiental
- Contexto: reuniões entre 25 e 26 de junho na sede do CFMV, em Brasília
A comissão também ressaltou o desafio de identificar assuntos ainda pouco abordados dentro do Conselho para construir caminhos de fortalecimento da atuação na área.
