Radioterapia em Santos: novo aparelho da Santa Casa vai dobrar atendimentos
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 1 de julho, às 10:02.

Quem passa pelo tratamento contra o câncer sabe o peso que a espera pelos procedimentos traz para a rotina. Para os moradores da Baixada Santista, esse tempo na fila está prestes a despencar.
A mudança funciona como a balsa Santos-Guarujá em véspera de feriado receber, de repente, o dobro de embarcações para escoar o fluxo (a travessia anda muito mais rápido e a fila desaparece). Na prática, a saúde pública local acaba de ganhar esse reforço na pista.
O novo acelerador linear (aparelho de ponta que gera a radiação usada no tratamento) da Santa Casa de Santos vai dobrar a capacidade atual de atendimento. Hoje, o serviço realiza 1.200 sessões de radioterapia por mês. O equipamento faz parte da segunda ala do Complexo de Radioterapia, entregue na última sexta-feira (26).
Para viabilizar a estrutura, a Prefeitura de Santos executou reformas e construiu um novo bunker (sala blindada especial que garante a segurança contra radiação). A compra do maquinário ocorreu por meio de verba parlamentar destinada pelo deputado federal Paulo Alexandre Barbosa.
O que muda na prática
O ponto-chave é que as pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a procedimentos muito mais cirúrgicos. O dispositivo utiliza a radioterapia guiada por imagem em 3D (sistema que mapeia o tumor para direcionar os raios com exatidão). Ou seja, o alvo recebe a dose de forma certeira, o que preserva as células saudáveis ao redor e reduz bastante os efeitos colaterais.
A prefeita em exercício, Audrey Kleys, apontou que a novidade evita que os pacientes precisem viajar para outras cidades em busca de assistência médica. O provedor do hospital, Ariovaldo Feliciano, explicou que este é o primeiro equipamento com esse tipo de tecnologia em operação no Brasil.
De acordo com o secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez, a inovação eleva o patamar do acolhimento em um momento de extrema fragilidade. Mas a largada oficial do serviço ainda depende de testes técnicos, calibração e da certificação final da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN).
- Objetivo principal: Dobrar a capacidade do atendimento regional
- Volume atual: 1.200 sessões de radioterapia por mês
- Diferencial tecnológico: Radioterapia guiada por imagem tridimensional
- Próximo passo: Homologação pela ANSN
