Tuberculose no SUS: BH sedia oficina nacional de cuidado farmacêutico
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 29 de junho, às 04:02.
A tuberculose segue sendo um desafio de saúde pública, e o que muda na ponta é decisivo: em Belo Horizonte, um cuidado farmacêutico especializado ajuda a sustentar o tratamento e reduzir o abandono. Na prática, a cidade foi escolhida para sediar a I Oficina Nacional de Cuidado Farmacêutico, que acontece até sexta-feira (26), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O encontro reúne profissionais, gestores e especialistas de várias regiões para trocar experiências que vêm fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS). A oficina é promovida pelo Ministério da Saúde, com parceria da UFMG, da Prefeitura de Belo Horizonte e da Secretaria de Estado da Saúde. O foco é simples e importante: ampliar acesso ao cuidado e apoiar a adesão ao tratamento (adesão é seguir corretamente o plano indicado pela equipe de saúde).
A ideia que aparece nos resultados é clara: quando o acompanhamento chega junto, as pessoas têm mais condições de permanecer no tratamento. Segundo a matéria, essa abordagem especializada tem contribuído para reduzir o abandono e para aumentar os índices de cura da doença. Com isso, a experiência de BH se consolida como referência para o modelo nacional de cuidado farmacêutico voltado a pessoas com tuberculose.
Pensa assim como quem ajusta um relógio de fila: se alguém orienta o passo a passo e acompanha o funcionamento, todo mundo ganha tempo e o processo flui melhor. O “mecanismo” aqui é o cuidado integrado e mais próximo, que ajuda a melhorar a qualidade de vida da população.
O que muda na prática
O evento também coloca em movimento ferramentas que dão suporte ao trabalho. A oficina inclui o lançamento dos Guias Nacionais de Cuidado Farmacêutico em Tuberculose e Hanseníase e um curso de educação a distância (EAD) para qualificar profissionais de saúde de todo o Brasil.
E dá para resumir o impacto do programa que sustenta a iniciativa: a oficina integra as ações do Programa Brasil Saudável, que busca eliminar tuberculose e hanseníase como problemas de saúde pública no país.
- Público-alvo: pessoas com tuberculose atendidas na rede pública
- O que orienta: Guias Nacionais de Cuidado Farmacêutico em tuberculose e hanseníase
- Como qualifica: curso EAD para profissionais de saúde
- Resultado apontado: redução do abandono e aumento de índices de cura
Para o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte, a consequência do que acontece em BH é inspirar estratégias nacionais. “Quando uma experiência desenvolvida em Belo Horizonte passa a inspirar estratégias nacionais, quem ganha é a população”, disse. Ou seja: a conversa entre instituições vira, no fim, uma tentativa de fazer o SUS funcionar melhor para quem precisa do cuidado.

