Brasil amplia áreas semiáridas em 75 mil km² por década, dizem estudos

Pesquisadores discutiram o combate à desertificação em seminário internacional do MCTI nesta quarta-feira (17). O encontro reuniu pesquisadores do Brasil e de outros países para debater causas, impactos e como lidar com o problema no Semiárido.
Segundo o Cemaden, unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, estudos indicam que as áreas classificadas como semiáridas no Brasil aumentaram 75 mil km² por década, em média, desde 1960. No país, essas áreas se concentram no Nordeste e no Norte de Minas Gerais.
Além de tratar dos problemas, o seminário também mostrou soluções desenvolvidas por instituições, como o Insa. Em 22 anos, o instituto criou tecnologias com foco na transformação da convivência com o semiárido e destacou projetos como a tecnologia de Saneamento Ambiental e Reúso de Água (Sara), que coleta e trata esgoto domiciliar para gerar alternativa de água e nutrientes na agricultura familiar.
O encontro teve duas mesas de debates. A primeira discutiu causas e impactos econômicos, ambientais e sociais da desertificação, enquanto a segunda abordou ciência, tecnologia e inovação para inclusão socioprodutiva no combate ao fenômeno.
Por que isso é importante
- Se a expansão do semiárido continua nesse ritmo, aumenta a pressão sobre recursos hídricos e o planejamento para produção agrícola.
- Tecnologias como Sara apontam caminhos práticos pra reduzir falta d’água e melhorar o aproveitamento de nutrientes em áreas mais vulneráveis.
- O tema também ganha força com a preparação para a COP17 da UNCCD, marcada de 17 a 28 de agosto, na Mongólia.
No fim, o recado é claro: desertificação não é “futuro”, é decisão de hoje.
