Quedas em idosos: Saúde do Paraná mostra números e medidas que evitam acidentes
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 11 de julho, às 18:00.
Quedas em idosos lotam o pronto atendimento e também pesam na rotina da atenção básica. No Paraná, de janeiro a maio de 2026, o Samu atendeu 10.214 pessoas idosas que sofreram quedas. No ano passado inteiro, foram 24.417 ocorrências desse tipo.
Na prática, isso aparece também na rede pública: entre janeiro e maio deste ano, a Atenção Primária à Saúde (APS) registrou 2.691 atendimentos por quedas. Em todo o ano passado, esse número foi de 5.627.
O recorte chama atenção das equipes. Dos atendimentos por quedas feitos na APS, 42,6% foram de idosos. Ao mesmo tempo, essa faixa etária representa 18,1% da população do Paraná, mas acaba concentrando mais ocorrências e também mais complicações que chegam ao hospital.
O monitoramento estadual via Sistema de Informações da Pessoa Idosa no Paraná (SIPI-PR) aponta ainda que 9,4% das pessoas idosas cadastradas tiveram duas ou mais quedas no último ano.
A Sesa lembra que, em pessoas acima de 60 anos, escorregões, tropeços, passos em falso e episódios de desequilíbrio estão entre as causas mais comuns. As consequências podem ser graves, com fraturas, internações prolongadas e perda de independência — o que afeta a qualidade de vida.
O que muda na prática
A orientação central é tratar a queda como algo evitável. Segundo a Secretaria, intervenções simples no dia a dia, adaptações no ambiente e acompanhamento pela equipe de saúde ajudam a reduzir riscos.
Pensa numa casa bem “afinada”, como quando você ajusta uma tomada frouxa antes que alguém leve choque. É essa lógica: tirar obstáculos e organizar o espaço tende a evitar o acidente que, depois, vira pressa, dor e corre-corre.
- Risco no cotidiano: manter ambientes sem obstáculos reduz tropeços e passos em falso
- Proteção no espaço: instalar barras de apoio em banheiros, corredores e ao lado da cama diminui a chance de desequilíbrio
- Autonomia com suporte: revisar o uso de medicamentos com a equipe de saúde ajuda a controlar fatores associados às quedas
- Prevenção contínua: exercícios físicos regulares fortalecem músculos e equilíbrio
A Sesa afirma que o Paraná tem políticas para apoiar esse trabalho na rede. A Linha de Cuidado da Saúde da Pessoa Idosa prioriza o rastreio da funcionalidade na atenção estadual, para atuação preventiva por equipes multiprofissionais antes do agravo.
Também há oferta de materiais para profissionais e apoio às famílias. A Secretaria disponibiliza gratuitamente o “Curso Introdutório Linha de Cuidado à Saúde da Pessoa Idosa” na plataforma Avasus Paraná, com um módulo voltado à prevenção de quedas e acidentes domésticos. Em parceria com a UFPR, oferece ainda o Manual de Prevenção de Quedas de Idosos, com recomendações para cômodos como banheiros, quartos, cozinhas e escadas.
O ponto-chave é direto: com organização do ambiente e acompanhamento, o acidente perde espaço. E daí pra mim: se tem alguém idoso em casa, vale olhar a segurança do dia a dia antes que o susto chegue ao Samu.

