Tétano: a doença fatal que a vacina impede, entenda o esquema
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 19 de junho, às 12:30.
Um simples corte com um objeto enferrujado pode parecer inofensivo, mas abre a porta para o tétano, uma doença que pode ser fatal. A bactéria causadora, a Clostridium tetani, é bem democrática e pode estar em qualquer lugar: na terra, em galhos, na água suja e até na poeira. O lado bom? É totalmente evitável com a vacinação em dia.
Manter o esquema vacinal completo e os reforços atualizados é o que garante um risco bem menor de desenvolver essa doença e suas complicações, como explicam os especialistas. Isso porque o tétano causa contrações musculares intensas, que podem chegar a afetar a respiração, e a taxa de letalidade varia entre 30% e 40%.
No Distrito Federal, as coberturas vacinais, mesmo abaixo da meta de 95%, têm ajudado a prevenir casos. A última ocorrência foi em 2019 e o último óbito, em 2007.
O que fazer em caso de acidente?
Se acontecer um corte, a primeira atitude é lavar bem a ferida com água e sabão e procurar um posto de saúde o quanto antes. Mas o fator mais importante para um bom resultado é a vacinação que você já tomou.
O cuidado começa na infância, com as doses da pentavalente aos 2, 4 e 6 meses, seguidas por reforços com a DTP aos 15 meses e 4 anos. A partir dos 10 anos, a cada década, é necessário um novo reforço com a vacina dT.
A proteção da vacina diminui com o tempo, por isso o reforço a cada 10 anos na vida adulta é essencial.
Proteção para mães e bebês
As gestantes recebem uma dose específica, a dTpa, para proteger os recém-nascidos contra o tétano neonatal. Essa forma da doença afeta os bebês nos primeiros 28 dias de vida, geralmente por contaminação do coto umbilical no parto.

