Cigarro eletrônico vicia rápido? Dados indicam alerta para jovens
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 19 de julho, às 10:02.
Vape pode começar com cara de acessório “de boa”, mas o sinal de alerta é claro: a Prefeitura aponta que o cigarro eletrônico tem potencial de virar dependência química cedo. E, na rotina, isso importa porque a apresentação costuma parecer inofensiva, enquanto o corpo já reage.
O produto entra com aromas e opções consideradas “doces”, como morango, menta e variações com sabor. O problema é que a dependência pode se instalar mesmo quando o uso parece discreto. Ou seja: o que parece controlável pode virar uma necessidade difícil de largar.
O alerta vem acompanhado de números. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 70% dos usuários de cigarros eletrônicos no Brasil têm entre 15 e 24 anos. Já a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE em março, mostrou que 29,6% dos estudantes de 13 e 17 anos já experimentaram vapes.
Pensa assim como um “atalho” do dia: começa como quem só quer chegar mais rápido, mas aos poucos o corpo passa a cobrar o caminho. Com o vape, o atalho vira dependência.
O que observar em casa
A Prefeitura destaca sinais que merecem atenção, principalmente em adolescentes e jovens:
- tosse seca persistente
- aumento excessivo da sede
- irritabilidade quando o adolescente fica longe do quarto ou da escola
- mudanças bruscas de comportamento
A orientação das equipes é falar com o jovem sem transformar a conversa em briga. A enfermeira Adrielen Calixto, de ações programáticas, reforça que o acolhimento familiar ajuda a buscar cuidado e que o foco é tratamento, não castigo.
O que muda na prática
Para quem decide procurar ajuda, o atendimento acontece pelo Programa de Tabagismo, com acompanhamento multiprofissional, orientação e apoio para parar de fumar, inclusive quem usa cigarro eletrônico.
Em 2025, a Secretaria Municipal da Saúde apresentou 527 pessoas atendidas no programa. Destas, 53% deixaram de fumar durante o acompanhamento. O dado é informado como um índice acima da média nacional estimada em cerca de 30%.
- Público-alvo: adolescentes, jovens e adultos que querem parar
- Estratégia: acolhimento e orientação com equipe preparada
- Sinais úteis: tosse seca persistente, sede, irritabilidade e mudanças de comportamento
- Impacto do programa: 53% saíram do uso em 2025
Para ser atendido, a recomendação é buscar unidades de referência com agendamento conforme cada serviço. Entre as citadas estão o Ambulatório de Tabagismo CSE Sumarezinho, o Ambulatório de Tabagismo NGA-59, o CEREST, o CAPS II Centro Sul e a CRE Central. Também há unidades de referência para usuários cadastrados, como USFs e UBS na área de abrangência.
No fim, quando o problema parece “pequeno”, o ponto é tratar como saúde desde cedo: com apoio, acompanhamento e um plano para parar. E daí pra mim? Da família conseguir dar o primeiro passo antes que vire dependência difícil de desmontar.

