Morte encefálica: Sesapi treina médicos para diagnóstico correto em dois dias
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.
No Piauí, o que define o desfecho em casos de morte encefálica é a precisão do diagnóstico e, principalmente, como isso é conduzido com as famílias. Pensando nisso, a Sesapi vai reunir médicos para treinar o procedimento do jeito certo em dois dias.
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), por meio da Central Estadual de Transplantes, promove nesta sexta-feira (19) e no sábado (20) o Curso de Capacitação para o Diagnóstico de Morte Encefálica. O encontro acontece no Conselho Regional de Medicina e é voltado a profissionais que atuam em UTIs, em urgência e emergência e no cuidado de pacientes neurocríticos.
A proposta é bem direta: preparar os médicos para conduzir todas as etapas do diagnóstico de morte encefálica. Na prática, morte encefálica é quando o cérebro não funciona mais. O ponto-chave, segundo o curso, é seguir protocolos do Conselho Federal de Medicina e a legislação vigente, garantindo que o processo seja conduzido com controle total do que precisa ser feito e registrado.
Para situar a iniciativa, a médica Lourdes Veras, gerente da Gerência Estadual de Transplantes, afirmou que esta é a 12ª edição da capacitação. A intenção é dar segurança para as equipes aplicarem o protocolo e organizarem o atendimento até o fechamento do diagnóstico.
E tem uma parte que costuma pesar tanto quanto a técnica: a comunicação. Lourdes ressaltou que esse momento também orienta como funciona a decisão sobre doação de órgãos. Com autorização, o paciente segue para o bloco cirúrgico para a retirada dos órgãos; sem autorização, o corpo é entregue à família.
O que muda na prática
- Público-alvo: médicos de UTIs, urgência e emergência e atendimento de pacientes neurocríticos
- Eficácia do processo: execução das etapas do diagnóstico de acordo com os protocolos do Conselho Federal de Medicina
- Comunicação com a família: orientação sobre o óbito e como ocorre a decisão sobre doação de órgãos
- Coordenação da rede: iniciativa da Sesapi para fortalecer a atuação ligada a transplantes no Piauí
Ou seja: em vez de deixar o diagnóstico depender de improviso ou de cada equipe “no seu ritmo”, o curso foca em um caminho claro e em uma conversa que faça sentido para quem está vivendo o momento. E daí pra mim, como paciente da rede ou como parente em uma situação dessas, a expectativa é simples: atendimento organizado, orientação correta e decisões feitas com informação.

