Antibióticos: AnvisaEduca leva alunos a verem bactérias na prática em Sergipe
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 18 de julho, às 16:01.
Se tem uma dúvida que pega sempre no dia a dia, é essa: antibiótico serve pra qualquer coisa? Em Sergipe, essa conversa virou atividade de escola com laboratório. Nos dias 15 e 16 de junho, o Projeto AnvisaEduca levou estudantes da rede pública para ações de Vigilância Sanitária, conectando prevenção e uso seguro de medicamentos.
Pela manhã de 6º ano, tudo começou no Centro de Excelência Coronel Francisco Souza Porto, em Aracaju (bairro América). A proposta foi simples: trazer para perto da sala de aula o que a rotina da Vigilância Sanitária tem de mais prático, com foco em uso racional de medicamentos e, especialmente, antibióticos.
Na condução do trabalho, a Vigilância Sanitária Estadual da SES (Secretaria de Estado da Saúde) explicou o que os alunos observaram de verdade no laboratório. Juliana Souza contou que eles puderam ver como bactérias aparecem em exames: foram mostradas placas com crescimento bacteriano, com observação em microscópio, além da explicação de como os antibióticos atuam no combate a infecções.
Na prática, a mensagem foi de responsabilidade. O ponto era mostrar por que o uso correto evita antibióticos indiscriminados e reduz o caminho para resistência bacteriana, que enfraquece a eficácia dos tratamentos.
Educação em saúde na prática
A ideia foi andar junto com o conteúdo escolar. O professor de Ciências, Thiago Dávilla, disse que a experiência complementa a disciplina e ajuda a ligar hábitos do cotidiano a cuidados com a saúde. Para ele, observar o crescimento bacteriano deixa mais concreto por que temas como microrganismos, bactérias, automedicação e uso de antibióticos fazem sentido para a vida real.
O trabalho usou uma cartilha indicada pelo projeto, O que você está arrumando, mano?, para sustentar a conversa.
Quem deu apoio de laboratório de referência no estado foi o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen). A laboratorista Marta Leão relatou que os alunos tiveram contato com modelos anatômicos de células bacterianas, viram colônias reais cultivadas em placas e observaram bactérias ao microscópio com lâminas preparadas para demonstração.
Ou seja: ciência saiu da teoria e virou uma ferramenta para entender processos que entram na vigilância e na identificação de doenças.
O que muda na prática
A vantagem aparece no dia seguinte, quando a dúvida sobre antibiótico volta.
- Foco: uso racional de antibióticos (com ênfase em evitar uso indiscriminado)
- O que foi visto: crescimento bacteriano em placas e observação em microscópio
- Conexão com a sala: atividade alinhada à cartilha O que você está arrumando, mano?
- Gancho para vigilância: laboratório como apoio à identificação de doenças e proteção da população
E daí pra mim? Se a escola ajuda o estudante a enxergar, na prática, por que antibiótico exige cuidado, a decisão em casa tende a ficar mais consciente e mais alinhada ao que a saúde precisa de verdade.

