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Violência em Cuiabá: 300 profissionais recebem treino para blindar rede de proteção

Capacitação ensina servidores de diferentes setores a identificar abusos silenciosos e agilizar o socorro às vítimas logo no primeiro atendimento.

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Violência em Cuiabá: 300 profissionais recebem treino para blindar rede de proteção
SMS Cuiabá

Para a rede de proteção social funcionar direito, as equipes precisam jogar em sintonia, como uma zaga de futebol bem treinada. Se o lateral esquerdo percebe a jogada perigosa do adversário, mas não avisa o zagueiro de cobertura, o time inteiro fica exposto e sofre o gol. Na assistência e na saúde, essa troca rápida de informações é o que salva vidas.

Com foco nesse entrosamento, cerca de 300 profissionais de várias frentes de atuação participaram de um treinamento em Cuiabá. O encontro buscou afinar o acolhimento a pessoas em situação de agressão doméstica e vulnerabilidade.

A capacitação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, por meio das Vigilâncias Epidemiológicas de Doenças e Agravos Não Transmissíveis. A iniciativa teve o suporte do Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana e da Atenção Primária à Saúde de Cuiabá.

Durante os dois dias de atividades, assistentes sociais, policiais, médicos e educadores analisaram casos reais com técnicos do Ministério da Saúde. O grupo debateu protocolos para lidar com automutilação, comportamento suicida, abuso de crianças e abandono de idosos.

O ponto-chave do evento foi a notificação compulsória (o aviso obrigatório emitido por profissionais ao suspeitarem de abusos). Os participantes aprenderam a preencher de forma correta as fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (o banco de dados nacional usado para monitorar as agressões e criar políticas públicas).

O que muda na prática

Na prática, o preparo técnico acelera o tempo de resposta da prefeitura. Como as unidades de saúde funcionam como a porta de entrada para a maioria das vítimas, perceber sinais discretos de violência permite interromper as agressões antes que a situação piore.

A secretária municipal de saúde, Deisi Bocalon, explicou que a integração prepara as equipes para identificar e encaminhar os casos para o setor correto. No mesmo sentido, a secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, afirmou que o domínio técnico é crucial para romper esses ciclos de violência.

  • Público treinado: Cerca de 300 profissionais da saúde, segurança, educação e assistência social.
  • Foco técnico: Preenchimento correto de dados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação para mapear as ocorrências.
  • Temas debatidos: Maus-tratos infantis, violência doméstica, comportamento suicida e negligência contra idosos.

No fim das contas, a rede de apoio funciona como aquela defesa coordenada em campo. Quando todas as secretarias jogam de forma integrada e passam a bola sem erros, o município consegue proteger o cidadão antes que a agressão avance.

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