Ultrassonografia em mutirão: Rio Branco reduz fila e destrava exames
Publicada em 27 de junho, 2026.
Atualizada em 27 de junho, às 22:00.
Quem está na fila da regulação sabe como o tempo pesa. Em Rio Branco, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, fez neste sábado (27) o 4º mutirão de ultrassonografias para tentar encurtar essa espera e colocar resultado na mão de quem precisa.
A ação aconteceu na Unidade de Referência em Atenção Primária (Urap) Rozangela Pimentel. Foram atendidos 120 pacientes que aguardavam na fila de regulação: 60 exames de ultrassonografia de abdômen total pela manhã e 60 exames de mama à tarde.
Pensa num “engarrafamento” de fila: quando o fluxo não anda, cada dia parado vira peso. O mutirão funciona como uma “via alternativa” dentro do calendário do serviço, para acelerar a realização dos exames especializados e, com isso, permitir que os pacientes iniciem ou deem continuidade aos tratamentos com mais agilidade.
Nos relatos, a diferença do mutirão aparece no cotidiano. O aposentado Júlio Farias, de 62 anos, disse que esperava havia seis meses pelo exame de abdômen total necessário para continuar o processo cirúrgico de retirada da vesícula. Já Francisca Cleane da Silva, de 38 anos, contou que aguardava há mais de quatro anos pelo exame, período em que teve dois filhos e chegou a desistir, mas voltou a buscar o atendimento por sentir dores.
O ponto defendido pela gestão é que os mutirões feitos aos finais de semana ajudam a reduzir a espera. Segundo o diretor de Regulação, Controle e Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, Emerson Bezerra, havia pacientes aguardando por mais de quatro anos, e a estratégia busca acelerar a marcação e a realização dos exames.
Ele também mencionou que, só em junho, cerca de 650 pessoas foram atendidas por meio dessas ações em unidades que funcionam aos sábados e com cobertura das regionais de Rio Branco.
O que muda na prática
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Quem recebe o exame: 120 pacientes atendidos neste sábado, com foco em ultrassonografias de mama e abdômen total
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Como distribui o atendimento: 60 pela manhã (abdômen total) e 60 à tarde (mama)
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Por que isso importa: com o resultado mais rápido, o diagnóstico pode ser concluído pelo médico e o tratamento tende a sair do “piso” mais cedo
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Efeito na fila: a gestão citou redução de uma demanda reprimida de aproximadamente 5.000 para cerca de 4.300 usuários
A Prefeitura atribui a iniciativa a uma determinação do prefeito Alysson Bestene, com foco em ampliar o acesso aos serviços especializados e humanizar o atendimento. O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, reforçou que a agenda de mutirões aos finais de semana busca reduzir o tempo de espera e tornar o atendimento mais ágil e eficiente.
Ou seja: se a fila é o que trava, o mutirão vira a chave. E daí pra mim, que espero: pelo menos uma parte do caminho volta a andar com resultado na mão e planejamento do próximo passo.

