Feira Móvel de João Pessoa abre vagas e prepara expansão para o São João
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 13 de setembro, às 10:01.

Viver de levar seus produtos de bairro em bairro é como organizar uma grande quermesse comunitária. Para a festa funcionar, os feirantes precisam se reunir para definir quem cuida de quê, ajustar as barracas e garantir que o caixa coletivo seja bem usado.
Foi exatamente esse ajuste de contas que reuniu cerca de 120 participantes do projeto Feira Móvel nesta segunda-feira (25). O encontro de planejamento mensal aconteceu no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) de João Pessoa.
Na prática, a organização funciona como o síndico que arruma o pátio da festa. Após um processo recente de recadastramento, a gestão contabilizou 294 empreendedores ativos. Alguns deixaram o projeto por motivos positivos, como abrir uma loja física própria, enquanto outros mudaram de cidade ou não se enquadraram nas regras do programa.
Durante a reunião, o grupo debateu o uso do Fundo de Feira (recurso financeiro arrecadado para melhorias no próprio projeto) para manutenção das estruturas, apoio a feirantes em vulnerabilidade social e abertura de novas vagas. O projeto completa um ano de reformulação, abrangendo segmentos como moda sustentável e brinquedos sensoriais (focados no estímulo ao desenvolvimento infantil).
O que muda na prática
Para quem consome e para quem vende nos sete bairros atendidos (Centro, Bessa, Bairro dos Estados, Altiplano, Bancários, Brisamar e Tambaú), o planejamento traz novidades imediatas para o lazer e a economia local.
- Lista de espera: O atendimento para quem aguarda uma vaga começa em 15 de junho.
- Novas inscrições: Abertura de cadastro para novos feirantes acontece em julho.
- Foco nas vendas: O projeto planeja programação infantil com brinquedos infláveis e pula-pula nas férias, período junino e Copa do Mundo.
O projeto funciona como uma incubadora de negócios, dando o suporte necessário para o pequeno produtor crescer antes de dar o passo em direção ao ponto comercial próprio. Como destaca a coordenadora do projeto, Thayara Ferreira, o objetivo é estruturar o feirante para que ele não dependa apenas da feira, ampliando seus horizontes comerciais.
