Segurança do paciente: enfermagem na Hospitalar 2026 cobra cultura de aprendizado
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 1 de outubro, às 19:14.

Na rotina de quem vive a saúde por dentro, segurança do paciente não é assunto de pôster. É como manter uma receita sem troca de ingredientes: quando vira hábito, o cuidado flui com menos risco.
Nesta semana, Andrea Lima, diretora de Enfermagem do Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), e a Assessoria Técnica da diretoria participaram da 31ª edição da Hospitalar, evento apontado como o maior de saúde da América Latina. A presença aconteceu na programação do Congresso Internacional de Serviços de Saúde (CISS), que reúne lideranças, especialistas e gestores para discutir tendências e inovações na qualificação da gestão e na segurança assistencial.
O debate colocou no centro dois temas que mudam o dia a dia do cuidado: segurança do paciente e cultura de aprendizado sistêmico. Na prática, a mensagem foi que a alta gestão precisa atuar na prevenção de eventos adversos (acontecimentos que causam dano ao paciente durante a assistência) e, ao mesmo tempo, estimular aprendizado com falhas. Ou seja: o foco sai de “esconder problema” e vai para entender o que ocorreu para melhorar.
Outra discussão em destaque foi governança de dados em saúde (regras e organização para o uso de informações). O encontro passou por integração e análise de dados para apoiar decisões e também por reflexões sobre a psicologia da segurança, com a ideia de criar ambientes em que o erro seja tratado como oportunidade de ajuste, não como motivo para punição imediata.
O que muda na prática
Pensa no que acontece quando você organiza uma feira: um item fora do lugar vira tropeço e começa a bagunça. Na lógica do que o HGESF levou ao CISS, a “troca” é transformar falhas em sinais de rota. Quando a informação circula e o aprendizado vira processo, a repetição perde força e ganha espaço uma cultura de melhorias sistêmicas.
Além disso, o congresso abordou tomada de decisão sob pressão em cenários de alta complexidade e também competências de liderança em um contexto de transformação digital em saúde, com influência de sistemas e processos mais alinhados a dados.
- Público-alvo: liderança e gestão focadas em segurança assistencial
- Tema central: segurança do paciente e aprendizado sistêmico
- Foco complementar: governança de dados em saúde
- Diretriz de gestão: transformar o erro em melhoria contínua
O ponto final do encontro aterrissa uma consequência bem objetiva: atualização técnico-científica e alinhamento com melhores evidências sustentam a cultura de segurança do paciente e a melhoria contínua dos processos. Ou seja, participar de eventos como a Hospitalar ajuda a deixar a prática mais preparada para o “e daí pra mim?” do plantão e das decisões do dia.
