Bem-Estar

Rim compatível: integração no Paraná faz paciente esperar 11 anos acabar

Após mais de uma década em hemodiálise e sucessivas tentativas sem sucesso, Augusto Cezar Zapello, de 34 anos, morador de Toledo, no Oeste do Paraná, finalmente recebeu um rim compatível e passou pelo transplante, marcando o início de uma nova etapa

Publicada em 18 de junho, 2026.

Atualizada em 18 de julho, às 16:00.

Rim compatível: integração no Paraná faz paciente esperar 11 anos acabar
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Uma notícia que chega com gosto de virada: depois de mais de uma década em hemodiálise (tratamento para filtrar o sangue quando os rins não funcionam), Augusto Cezar Zapello, de 34 anos, de Toledo, no Oeste do Paraná, recebeu um rim compatível e fez o transplante após 11 anos de espera.

O transplante aconteceu há cerca de quatro meses, em 17 de fevereiro, no hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o relato, foi na 10ª tentativa que a compatibilidade saiu.

Pensa num quebra-cabeça que parecia impossível: você encaixa uma peça, testa, volta, tenta de novo, mas só quando encontra a forma certa é que o desenho finalmente ganha sentido. Foi assim com Augusto, que começou a ter piora do quadro em 2015 e, desde então, passou por tentativas que não avançaram por incompatibilidade ou condições de saúde.

No dia em que a vida mudou, o ponto-chave foi a rapidez. Ele conta que, quando foi chamado na cidade onde mora, houve disponibilização de transporte e que, em menos de 24 horas, ele já estava com um novo rim a caminho.

O que sustenta o resultado

A Secretaria de Estado da Saúde afirma que o resultado vem de uma ação integrada, conectando equipes de saúde, central de transplantes, organizações de procura de órgãos, hospitais notificantes e serviços transplantadores, com suporte logístico para ligar doadores e receptores em diferentes regiões do Estado.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, diz que transplantes “salvam vidas” e que o Estado investe em estrutura, qualificação profissional e logística para ampliar o acesso.

Para a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes (SET), Juliana Ribeiro Giugni, a agilidade é central porque o paciente que aguarda pode estar em situação crítica. “Quando conseguimos reduzir o tempo de transporte, aumentamos a chance de que esse órgão realmente chegue e seja aproveitado”, afirma.

  • Paciente: Augusto ficou em hemodiálise por mais de uma década e chegou ao transplante após 11 anos
  • Quando aconteceu: transplante em 17 de fevereiro, no hospital Angelina Caron
  • Agilidade na prática: em menos de 24 horas, após o chamado em Toledo, houve transporte
  • Como o sistema ajuda: SET conecta notificantes e equipes para acelerar a chegada do órgão

Além do caso, o texto traz dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) de 2025, divulgado pela ABTO. No levantamento, foram 2.255 transplantes no total (órgãos e tecidos), com destaque para 460 de rim, 293 de fígado, 31 de coração, 1.066 de córnea e 405 de medula.

O material também explica que o tempo de espera varia conforme órgão, tipo sanguíneo, urgência do caso e compatibilidade. Em 2025, a média citada foi 16 meses para coração, 4 meses para fígado, 20 meses para rim e 8 meses para córnea.

E daí pra mim?

Se você está do outro lado da fila de espera, a história tem um recado direto: em vez de depender só do tempo, dá para ganhar velocidade quando a rede se organiza. Foi isso que aconteceu com Augusto, quando a peça certa finalmente encaixou.

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