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APLV (alergia ao leite de vaca) no DF: terapêutica nutricional gratuita

Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar da SES-DF atende mais de 1,4 mil crianças menores de 2 anos com APLV e fornece fórmulas especiais para uso domiciliar.

Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 9 de julho, às 18:01.

APLV (alergia ao leite de vaca) no DF: terapêutica nutricional gratuita
Aos 9 meses de idade, Maitê recebe regularmente do PTNED fórmulas adequadas para sua alergia à proteína do leite. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Se o seu bebê está na lista do que precisa de fórmula especial por causa da APLV (alergia à proteína do leite de vaca), a notícia do Distrito Federal é bem prática: o Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar leva essas fórmulas para casa, com acompanhamento.

Perto de completar 40 dias de vida, a Maitê Nóbrega teve sinais de APLV, o tipo mais comum entre crianças de até 24 meses. Depois da alta do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), ela entrou no Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (PTNED), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

Hoje, aos 9 meses, a criança recebe regularmente fórmulas adequadas à condição. A mãe, Karem Araújo, de 38 anos, diz que a ajuda faz diferença no bolso. “É um alívio saber que teremos o alimento garantido”, afirma.

A SES-DF reforça o tema durante a Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar, citando a Lei nº 14.731/2023. Na prática, o PTNED fornece fórmulas para fins especiais de uso domiciliar.

O programa foi regulamentado pela Portaria nº 374/2023 e atende mais de 4 mil pacientes com diferentes condições clínicas. Entre eles, estão 1.445 crianças menores de 2 anos com diagnóstico de APLV.

O que a equipe de nutrição aponta é que a APLV pode afetar o desenvolvimento infantil. A gerente substituta de Serviços de Nutrição (Gesnut) da SES-DF, Carolina Cunha, explica que a condição pode gerar sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos. Quando não tratada adequadamente, pode comprometer o crescimento e também aumentar o risco de infecções.

E daí para a vida real: o PTNED busca garantir nutrientes essenciais em quantidades adequadas para o desenvolvimento compatível com a faixa etária.

O que muda na prática

Para quem precisa, o programa disponibiliza fórmulas infantis à base de proteína hidrolisada do leite de vaca, com ou sem lactose, além de fórmulas à base de aminoácidos livres. Segundo a SES-DF, cerca de 34% das crianças atendidas usam fórmulas de aminoácidos.

O acesso começa com avaliação por equipe multiprofissional em unidade de referência ou em hospitais parceiros: médico, nutricionista e assistente social, conforme o fluxo informado. Depois, os relatórios seguem para a Gesnut, que verifica se o caso atende aos critérios da portaria. Para o responsável, também existe a etapa de acompanhar tudo pelo InfoSaúde e agendar retirada pela Agenda DF, com dispensação na Central de Nutrição Domiciliar (Cnud), no Parque de Apoio da SES-DF, no SIA.

Na primeira retirada, é necessário apresentar cópia do documento do responsável, comprovante de residência no DF, certidão de nascimento e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

  • Público atendido: mais de 4 mil pacientes; 1.445 são crianças menores de 2 anos com APLV
  • Fórmulas disponibilizadas: proteína hidrolisada (com ou sem lactose) e aminoácidos livres
  • Acompanhamento: reavaliação nutricional a cada 3 meses e médica a cada 6 meses
  • Como acessar: avaliação em UBS ou hospitais parceiros e dispensação pela Cnud com agendamento e acompanhamento no InfoSaúde

Ou seja: para famílias como a de Maitê, a diferença não é só “receber fórmula”. É ter continuidade e nutrientes na medida certa, com o serviço organizado para chegar até a rotina.

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