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TEA no Pará: Natea da Policlínica Carajás organiza cuidado multiprofissional

Com regulação estadual, o acesso ao Natea passa por avaliação na rede básica e cadastro no sistema, levando encaminhamento e agendamento para perto do cuidado.

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

TEA no Pará: Natea da Policlínica Carajás organiza cuidado multiprofissional
Atividades terapêuticas fortalecem interação e autonomia das crianças atendidas no Natea Carajás Foto: Ascom Natea Carajás

Tem um momento que quase todo cuidador conhece: a criança quer participar, mas o jeito dela de se comunicar e interagir deixa a família sem pista do próximo passo. Em Marabá, no Sudeste do Pará, o Natea da Policlínica Carajás Miguel Chamon tem atuado como um suporte organizado para famílias que vivem o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Pensa no Natea como um “painel de controle” ajustando o que importa para cada criança. Em vez de tentar resolver tudo no improviso, o atendimento junta especialistas de áreas diferentes para montar estratégias e acompanhar a evolução do jeito que a criança apresenta.

O que o Natea reúne

O serviço conta com neuropediatria, psiquiatria e pediatria. A parte multiprofissional também inclui assistência social, enfermagem, pedagogia, terapia ocupacional, educação física, psicologia e fonoaudiologia.

Ou seja, não é um olhar único. É um conjunto de abordagens para favorecer desenvolvimento infantil com foco no paciente, buscando avanços em comunicação, interação e autonomia.

As famílias relatam reflexos no cotidiano. Maria Antônia, mãe de Melinda Victoria (4 anos), disse que a rotina começou a mudar após o acompanhamento: a criança “quase não interagia” e tinha dificuldade de manter contato; depois, passou a “chamar para brincar”, se comunicar melhor e ficar mais calma.

Antônia Costa, mãe de Noah Samuel (5 anos), afirmou que o apoio ajuda a dar sustentação no processo: “Aqui a gente não se sente sozinho”.

O que o multiprofissional muda na prática

A psicóloga do Natea, Vitória Brito, explica que o acompanhamento multiprofissional permite compreender a criança de forma mais ampla, respeitando suas particularidades e criando estratégias mais eficazes. Ela destaca o ponto-chave: acompanhar com um olhar de conjunto, porque cada avanço conta.

A coordenadora do Natea, Andréia Mesquita, acrescenta que o trabalho também fortalece o vínculo das famílias com o processo terapêutico. Segundo ela, muitas pessoas chegam com dúvidas e inseguranças e precisam entender o valor das pequenas conquistas.

  • Público-alvo: crianças com TEA atendidas no Natea da Policlínica Carajás
  • Modelo de cuidado: equipe multiprofissional com estratégias individuais
  • Foco das ações: habilidades de comunicação, interação e independência
  • Rede de apoio: orientação para aproximar famílias do processo terapêutico

Como chegar ao atendimento

Os atendimentos do Natea são regulados pela Central Estadual de Regulação, com responsabilidade da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará). Para acessar, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde no município.

Depois da avaliação, o profissional orienta o encaminhamento. Com esse documento, o paciente leva os dados pessoais para a Secretaria Municipal de Saúde, que faz o cadastro e o agendamento no Sistema Estadual de Regulação.

Na prática, a lógica é organizar o caminho para que a família chegue ao cuidado com mais clareza. E daí pra mim? Se você é responsável por uma criança no espectro, a notícia é que há uma porta estruturada, com várias áreas trabalhando juntas para responder ao que a criança precisa, do jeito dela.

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