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APS e AAE no pré-natal: oficina no Piauí organiza cuidado materno infantil

Com tutoria e fluxo definidos, a Secretaria de Saúde do Piauí mira continuidade entre pré-natal e plano de cuidado para alto risco.

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

APS e AAE no pré-natal: oficina no Piauí organiza cuidado materno infantil
SESAPI

Quando a gestação vira uma sequência de idas e voltas, o que mais pesa é o “vai e não sei quem chama depois”. Na prática, a saída passa por alinhar o atendimento de quem acompanha de perto com o de quem entra na parte especializada. Foi com essa lógica que a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, pela Gerência de Atenção Primária à Saúde, organizou em Floriano uma oficina de Tutoria para fortalecer a integração entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE).

A oficina reuniu tutores municipais, médicos e enfermeiros da APS, além de profissionais do Ambulatório Materno Infantil da Policlínica Teresa Chaib. O encontro foi conduzido por profissionais do Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com a equipe estadual da Planificação, com apoio da Referência Técnica Estadual e de tutoras estaduais da APS pela Gerência, além de tutoras estaduais da AAE pela DUDOH.

Ou seja: a conversa foi direta sobre fluxo. O objetivo é construir e organizar o caminho de atendimento para gestantes e mães de crianças menores de dois anos classificadas como alto risco. Na prática, a proposta é que o cuidado seja compartilhado entre APS e AAE, para manter continuidade do começo ao fim, sem cada serviço seguir sozinho.

Pensa como uma “corrente de montagem” de bairro: cada etapa precisa encaixar na seguinte, para a peça não ficar parada no meio. Primeiro entra a captação e o início do pré-natal; depois vem o plano de cuidado; por fim, o compartilhamento da assistência entre os serviços. O efeito esperado é reduzir a sensação de que a pessoa precisa “se virar” para conectar etapas.

O que muda na prática

O foco da equipe é melhorar a organização do acompanhamento usando diretrizes clínicas da linha materno-infantil e nota técnica estadual.

  • Público-alvo: gestantes e mães de crianças menores de dois anos em alto risco

  • Foco: cuidado compartilhado entre APS e AAE do pré-natal ao plano de cuidado

  • Base clínica: diretrizes da linha materno-infantil e nota técnica estadual

  • Resultado esperado: atendimento mais humanizado, seguro e integrado em todo o estado

Para Márcia Alcioneide da Silva, Assistente Social e Referência Técnica Estadual da Planificação, a oficina busca consolidar um modelo de cuidado contínuo e integrado, reunindo os profissionais para “construir juntos o caminho” desde a entrada na rede até o acompanhamento final.

O ponto-chave, no fundo, é a coordenação: com os serviços alinhados, a paciente não precisa carregar o peso de “encaixar” o que acontece em cada etapa. E aí faz diferença no cotidiano: a rede tende a funcionar com mais integração entre o que ocorre na unidade e o que entra como atenção especializada.

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