Mercado

Bioeconomia: R$ 117,2 milhões em 45 projetos e a chance de sair do papel

Iniciativas incluem pesquisas sobre medicamentos naturais; cultivo, coleta e aproveitamento de insumos como açaí, cacau e erva-mate; e uso de microrganismos

Fonte:

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 1 de outubro, às 19:14.

Bioeconomia: R$ 117,2 milhões em 45 projetos e a chance de sair do papel
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Nesta sexta-feira (29), a bioeconomia ganhou um rumo bem concreto: foram apresentados 45 projetos financiados por chamadas do MCTI em parceria com a Finep. Em vez de ficar só no laboratório, a proposta é fazer a ideia chegar no campo, na indústria e na rotina de quem vive das cadeias da natureza.

Pensa na bioeconomia como uma “cozinha de aproveitamento” que funciona no interior: a biodiversidade é o que chega na despensa, e cada projeto vira uma receita que transforma ingredientes em produto. O que sobra dessa etapa vira base para a próxima, com menos desperdício e mais valor no final.

Os trabalhos seguem três caminhos principais. Um deles mira o uso sustentável da biodiversidade brasileira em diferentes regiões do País. Outro concentra esforços em medicamentos naturais feitos a partir de plantas brasileiras. E há também iniciativas para fortalecer atividades econômicas com tecnologias voltadas a cultivo, coleta e aproveitamento de itens como açaí, cacau e erva-mate.

Esse “aproveitar bem” aparece de novo quando o assunto é resíduo. Parte dos projetos foi pensada para reaproveitar resíduos da produção industrial e agrícola, reduzindo perdas e criando caminho para novos produtos e geração de renda.

Além disso, foram discutidos estudos que usam microrganismos e recursos naturais para chegar a produtos com maior valor, conectando preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

O que muda na prática

O conjunto das iniciativas soma R$ 117,2 milhões para 45 projetos, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O evento remoto que apresentou os resultados e direcionamentos aconteceu entre os dias 11 e sexta-feira (29), com participação de representantes de instituições de pesquisa, universidades, empresas e gestores públicos.

O ponto-chave da seleção também ajuda a entender por que o impacto tende a ser mais direto. As chamadas Públicas 01/2022 do Programa Cadeias Produtivas da Bioeconomia (PCPBio) pediam participação de associações e cooperativas que atuam nas atividades. Ou seja: quem está na ponta das cadeias entra na discussão desde o começo, ajudando a definir prioridades e necessidades.

  • Foco: uso sustentável da biodiversidade e fortalecimento de cadeias ligadas aos recursos da natureza
  • Aplicações: medicamentos naturais e tecnologias para cultivo, coleta e aproveitamento de açaí, cacau e erva-mate
  • Gancho econômico: reaproveitamento de resíduos para reduzir desperdícios e abrir espaço para novos produtos e renda
  • Investimento: R$ 117,2 milhões do FNDCT nos 45 projetos

No fim, a consequência prática é simples: com R$ 117,2 milhões e um pacote de projetos voltado para transformar recursos naturais em produtos, essas cadeias ganham base para produzir melhor, aproveitar mais e desperdiçar menos. E daí pra mim, no dia a dia de quem depende desses insumos, a sensação é de que o valor começa a nascer do que já existe.

BiodiversidadeInstituições de FomentoInvestimentos na Saúde
Banner

Mais notícias