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Atenção domiciliar no SUS: Ministério da Saúde habilita primeiras equipes EMAP-R

Nova modalidade do Programa Melhor em Casa fortalece o cuidado multiprofissional e leva atendimento especializado para mais perto da rotina e da realidade das pessoas

Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 9 de julho, às 10:00.

Atenção domiciliar no SUS: Ministério da Saúde habilita primeiras equipes EMAP-R
Ministério da Saúde

Se a reabilitação já é desafiadora, imagine quando o deslocamento vira um quebra-cabeça para a família. Na prática, é aí que entra o reforço do SUS: o Ministério da Saúde habilitou as primeiras Equipes Multiprofissionais de Apoio à Reabilitação (EMAP-R) dentro do Programa Melhor em Casa (PMeC).

O ponto-chave é simples de entender. Pense numa “oficina mecânica”: quando o carro quebra, mandar a peça para longe resolve só parte do problema. O melhor é levar o cuidado para perto da realidade do dia a dia, garantindo ajustes enquanto a rotina segue. Na saúde, a lógica é parecida: reabilitar no domicílio aproxima o acompanhamento de quem precisa recuperar funções e preservar autonomia sem se afastar do convívio familiar.

As novas EMAP-R marcam uma etapa do programa ao incorporar, pela primeira vez, equipes voltadas especificamente ao cuidado de reabilitação no ambiente domiciliar. Isso amplia o acesso e qualifica o acompanhamento de pessoas que passaram por desospitalização e que são atendidas pela Atenção Domiciliar.

Na prática, o suporte especializado passa a integrar o cuidado que já é ofertado no Melhor em Casa. A reabilitação, aqui, aparece como mais do que tratamento clínico: ela tem relação direta com a volta das atividades do cotidiano, com a recuperação de movimentos e com a construção de formas de viver diante de uma condição de saúde.

O texto também destaca que essa estratégia ganha relevância em municípios de menor porte, onde o acesso a serviços especializados ainda é um desafio para muitos usuários.

O que muda na prática

O Ministério da Saúde aponta que as EMAP-R atendem pessoas com necessidade de acompanhamento de reabilitação transitório, especialmente após internação hospitalar prolongada, ou quando a recuperação funcional precisa ser intensiva até que o usuário seja direcionado a outro ponto da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

Para sustentar a mudança, o Ministério informa que houve publicação de portaria com habilitação de novas equipes de Atenção Domiciliar e Apoio e que, pela primeira vez, foram habilitadas 21 Equipes Multiprofissionais de Apoio à Reabilitação (EMAP-R) em diferentes municípios.

O investimento anual indicado é de R$ 3,4 milhões, voltado ao fortalecimento da assistência especializada no domicílio e à ampliação da capacidade dos municípios de oferecerem atendimento mais próximo das necessidades da população.

  • Público-alvo: pessoas acompanhadas pela Atenção Domiciliar que precisam de reabilitação no domicílio após desospitalização
  • Efeito prático: suporte multiprofissional especializado integrado ao cuidado do Programa Melhor em Casa
  • Objetivo assistencial: ajudar na recuperação funcional e preservar autonomia sem afastar do convívio familiar
  • Recursos: investimento anual de R$ 3,4 milhões e habilitação de 21 EMAP-R

O coordenador-geral da Atenção Domiciliar, Tarcísio Aquino, resume que a chegada das equipes amplia o acesso à reabilitação e torna a atenção mais conectada ao território, levando o cuidado especializado para dentro do domicílio.

E daí pra mim: se você é paciente, cuidador ou acompanha alguém no SUS, o recado é que a reabilitação ganha mais presença onde a vida acontece, perto das pessoas.

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