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UTI no Amazonas: FTI injeta R$ 160 milhões e acelera atendimento no interior

Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 1 de outubro, às 19:16.

UTI no Amazonas: FTI injeta R$ 160 milhões e acelera atendimento no interior
Fotos: Mauro Neto/Secom

Quando a saúde é longe, o tempo vira uma espécie de remédio: cada dia faz diferença. Nesta sexta-feira (29/05), o governo do Amazonas anunciou o pagamento da primeira parcela de R$ 53,3 milhões do FTI (Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas). Junto, a previsão é somar R$ 160 milhões para reforçar a assistência em saúde nos 61 municípios do interior.

Pensa nisso como quando uma balsa encurta a travessia: não muda o destino, mas muda o tempo do caminho. A proposta apresentada é direcionar o dinheiro para ampliar estrutura e atendimento fora da capital, com foco em municípios mais distantes.

O governador Roberto Cidade afirmou que a destinação do FTI foi aprovada quando ele era deputado estadual e disse que a saúde do estado precisa de incentivos permanentes. A mensagem é que chegar recurso aos prefeitos ajuda a ampliar a assistência e cuidar das pessoas “para salvar vidas” em todo o Amazonas.

Para sustentar a mudança, o Estado citou um conjunto de ações no interior. Entre elas, estão a implantação de UTIs, a expansão da Telessaúde (quando profissionais orientam casos à distância), o uso de Carretas da Saúde e do Barco Hospital São João XXIII, além de reforço financeiro à atenção básica municipal.

O que muda na prática

No avanço mais direto para casos graves, o governo informou a instalação de UTIs nos hospitais municipais de Parintins, Tabatinga, Tefé e Humaitá. Com isso, o interior passa a ter 58 leitos de UTI, aumentando a capacidade de resposta e diminuindo a necessidade de transferir pacientes para Manaus.

Outra frente citada foi a interiorização com UTI Aérea: a ideia, segundo o governo, é ganhar agilidade no atendimento de urgência e emergência em locais de difícil acesso. O Estado também afirmou que a UTI Aérea do Amazonas é o maior serviço aeromédico da América do Sul.

No atendimento itinerante, as Carretas da Saúde realizaram mais de 123 mil atendimentos no estado. A unidade móvel oferece serviços como mamografia, ultrassonografia e tomografia.

E no caminho fluvial, o Barco Hospital São João XXIII percorreu 19 municípios e fez mais de 236 mil atendimentos. A estrutura tem 14 leitos e oferece consultas médicas, exames, cirurgias, vacinação e dispensação de medicamentos.

  • Recursos no interior: R$ 160 milhões (primeira parcela de R$ 53,3 milhões) via FTI
  • Cobertura: assistência em 61 municípios
  • Capacidade em casos graves: 58 leitos de UTI em Parintins, Tabatinga, Tefé e Humaitá
  • Atendimento itinerante: mais de 123 mil atendimentos nas carretas e mais de 236 mil no barco

Ou seja: mais estrutura e mais atendimento para quem está longe. E daí pra mim? Menos espera e menos necessidade de encarar um deslocamento até a capital quando a situação aperta.

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