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Leishmaniose no Amazonas: seminário atualiza condutas e muda o cuidado

A 3ª edição do seminário, aberta pela Fuham, também debate como mudanças climáticas e a sazonalidade influenciam a leishmaniose e interferem nas decisões clínicas.

Publicada em 25 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Leishmaniose no Amazonas: seminário atualiza condutas e muda o cuidado
SES Amazonas

Doenças que andam junto com o ambiente acabam chegando, com frequência, ao balcão do pronto atendimento e ao pedido de exame. Foi nesse clima que a Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham) abriu, nesta sexta-feira (22/05), o 3º Seminário de Leishmaniose e outras Doenças Negligenciadas.

O encontro reuniu mais de 100 participantes presencialmente e 50 espectadores pela sala virtual. A programação teve palestras e mesas redondas voltadas a profissionais e estudantes, com uma proposta bem direta: manter a rede de saúde conectada ao que a ciência está investigando e ao que pode orientar decisões na ponta.

O diretor-presidente da Fuham, Carlos Chirano, resumiu o recado em uma ideia que pega bem no cotidiano: doenças infecciosas se mexem no tempo. Ele citou a hanseníase como exemplo de mudança no Brasil, saindo de um cenário de 1º lugar em diagnóstico para a posição de 18º.

Quando o foco é leishmaniose, Chirano afirmou que houve redução entre 2017 e os anos mais recentes. Segundo ele, o número saiu de 2 mil casos em 2017 para 500/600, resultado associado a investigação, tratamento, controle, medicamentos e estudos apontados como mais efetivos. Para ele, o desafio seguinte é continuar ampliando meios e políticas públicas para melhorar o controle e o cuidado.

A diretora técnica da Fuham, Graça Barbosa Guerra, levou o debate para dois recortes que mudam o raciocínio clínico. Um deles envolve a influência de mudanças climáticas, com menção ao “El Niño”. O outro é o surgimento de esporotricose.

Ou seja: a leishmaniose foi descrita como uma doença com características de sazonalidade, sensível a fatores climáticos. E, com o aumento de interesse em temas relacionados, fica mais claro por que atualizar condutas importa tanto.

O que muda na prática

Pense no cuidado como seguir uma rota de estrada que muda com as condições do dia. Você não começa do zero; você ajusta o caminho para chegar certo. No seminário, a orientação gira em torno de usar o que muda no ambiente e no diagnóstico para decidir melhor.

  • Público-alvo: profissionais da saúde e estudantes
  • Foco: investigação, tratamento, controle e estudos com resultados considerados mais efetivos
  • Atenção clínica: impacto de mudanças climáticas (com “El Niño”) e sazonalidade da leishmaniose
  • Aplicação direta: reconhecer a diferença entre leishmaniose e esporotricose para apoiar o tratamento adequado

Na parte final, estudantes destacaram a utilidade das discussões. A acadêmica Thalia Nayara Monteiro disse que a palestra sobre a diferença entre Leishmaniose e Esporotricose ajudou a direcionar o tratamento. Aldenira Costa de Lima, do curso de Enfermagem e estagiária em hospital público, afirmou que as pesquisas apresentadas são atualizadas e com aplicação voltada ao serviço público.

Entre os assuntos citados nas mesas e conferências estiveram micoses (com pesquisa em Micologia Médica na Amazônia) e a esporotricose zoonótica, com diagnósticos diferenciais. A organização descreve o seminário como anual no Amazonas, com estudos de ponta com interesse também internacional.

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