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Glaucoma no Paraná: R$ 86,8 milhões em 7 anos e o avanço aparece

Em 2019–2025, o Paraná elevou exames, tratamentos e cirurgias para glaucoma com mais de R$ 86,8 milhões, ampliando o alcance do cuidado e reduzindo o risco de cegueira

Publicada em 20 de junho, 2026.

Atualizada em 15 de julho, às 04:00.

Glaucoma no Paraná: R$ 86,8 milhões em 7 anos e o avanço aparece
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Se glaucoma é uma ameaça silenciosa, o Paraná resolveu acelerar o tratamento na prática. Em 7 anos, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), passou de R$ 86,8 milhões investidos em tratamento, exames e cirurgias para combater a doença, que é a segunda maior causa de cegueira no mundo (segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS).

Pensa no glaucoma como um vazamento que demora a aparecer: ele vai corroendo aos poucos, mas dá para interceptar cedo com o exame certo e manter o controle depois. Foi nessa lógica que os números cresceram no período, usando dados do Datasus, do Ministério da Saúde, pelo SIA (Sistema de Informações Ambulatorial), com critérios aplicados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

O que chama atenção primeiro são os exames específicos para diagnóstico de glaucoma. O Paraná teve alta de 63,41%, saindo de 78.878 em 2019 para 128.896 no último ano. No total, foram 661.538 procedimentos realizados.

Esse empurrão nos exames veio junto do aumento nos investimentos. Os recursos saíram de R$ 2,5 milhões para mais de R$ 4,2 milhões ao ano, um salto de 70%. No período, somaram R$ 21 milhões.

Depois, vem o passo que faz diferença para o paciente: tratar e operar quando precisa. A Sesa ampliou em 122% os recursos para cirurgias de glaucoma, com 11.500 procedimentos em sete anos. Só em 2025, foram 2.655 cirurgias, com investimento total no período de R$ 5,89 milhões.

Também houve reforço no tratamento. Outros R$ 60 milhões foram aplicados para ampliar em 45,2% o número de tratamentos, de 2019 a 2025. Com isso, os procedimentos subiram de 53 mil para 77 mil, chegando a 420 mil no total ao longo dos sete anos.

“Os avanços no diagnóstico com os exames foram acompanhados pelo avanço no tratamento e nas cirurgias, pois não podemos ficar parados. Houve um investimento forte para que a estrutura oftalmológica crescesse para atender mais paranaenses”, disse o secretário estadual da Saúde, César Neves.

O que muda na prática

Na prática, o que esse movimento sustenta é um caminho mais completo: olhar primeiro (exame), decidir depois (tratamento) e agir quando é caso de cirurgia. O ponto-chave é evitar que a progressão avance sem controle.

  • Exames: 661.538 procedimentos no período, com alta de 63,41% em 2019–2025
  • Cirurgias: 11.500 em sete anos, com 2.655 apenas em 2025
  • Tratamentos: 420 mil procedimentos somados entre 2019 e 2025
  • Investimento total: R$ 86,8 milhões em sete anos

E daí pra mim? Se você é do grupo que precisa fazer acompanhamento mais de perto, a resposta que chega é simples: mais gente conseguiu chegar ao diagnóstico e ao cuidado ao longo do tempo, justamente quando o glaucoma costuma ainda não dar sinais claros. A própria matéria lembra que a doença pode se desenvolver por meses ou anos sem sintomas e que o maior sinal aparece na fase mais avançada, quando a pessoa começa a esbarrar em objetos pela perda da visão periférica.

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