Tireoide: como descobrir se a glândula está acelerando ou travando seu corpo
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 21 de agosto, às 22:00.

Se você sente que seu corpo às vezes funciona devagar quase parando ou, pelo contrário, parece que está elétrico além da conta, o culpado pode estar no seu pescoço.
Essa oscilação funciona exatamente como aquele dimmer (o botão giratório que controla a velocidade) do ventilador de teto da sua sala. Se você gira para o mínimo, o vento quase some; se gira para o máximo, o aparelho parece que vai decolar. No corpo humano, esse botão regulador é a tireoide, uma glândula em formato de borboleta localizada na parte anterior do pescoço.
Para alertar sobre a importância de monitorar esse regulador natural, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aproveita o Dia Internacional da Tireoide, celebrado em 25 de maio, para reforçar os cuidados preventivos.
A tireoide produz os hormônios T3 (triotiodotironina) e T4 (tiroxina). Na prática, são eles que ditam o ritmo de funcionamento de órgãos vitais como o coração, o intestino e até mesmo o seu humor.
Quando esse botão do ventilador falha, o corpo sai do ritmo em dois extremos:
- Hipotireoidismo: É o ventilador quase parando. A glândula produz menos hormônios do que o necessário, desacelerando o metabolismo. Os sinais são cansaço excessivo, ganho de peso sem causa aparente, intolerância ao frio, intestino preso, pele seca, queda de cabelo e falhas de memória.
- Hipertireoidismo: É o ventilador na velocidade máxima. O excesso de hormônios acelera o metabolismo. Os sintomas incluem agitação, ansiedade, perda de peso rápida (mesmo comendo mais), taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), intolerância ao calor, suor excessivo e tremores nas mãos.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, César Neves, o bom funcionamento da tireoide é vital para o organismo, já que muitas funções dependem diretamente dela.
O que muda na prática
O caminho para equilibrar esse botão regulador começa perto de casa. No Paraná, o atendimento inicial é feito diretamente na Unidade Básica de Saúde (UBS).
Quem notar sintomas de cansaço extremo persistente ou agitação incomum deve procurar a UBS mais próxima de sua residência. A partir desse primeiro contato, o paciente entra no sistema de saúde pública para realizar os exames necessários e iniciar o tratamento adequado.
Segundo Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, identificar o problema logo no início é o ponto-chave para evitar que os distúrbios tragam complicações graves à saúde.
