Fiocruz 126 anos: o que muda no SUS com ciência e gestão em cena
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 21 de julho, às 08:00.

A Fiocruz vai fechar o ciclo das comemorações dos 126 anos com um recado direto: ciência e gestão só ficam de pé quando viram rotina para quem cuida da saúde no Brasil. Nesta segunda-feira (25/5), o presidente da instituição, Mario Moreira, abriu as atividades na Praça Pasteur, ao lado do Castelo de Manguinhos, no Rio de Janeiro, fazendo um balanço do que a Fundação entregou nos 125 anos e do caminho que ela quer seguir agora.
O evento lembrou, entre outros marcos, a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Fiocruz no sábado (23/5), durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz) e o lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T. A ideia destacada na ocasião é permitir a produção nacional de terapias celulares a preços reduzidos.
Moreira também conectou o momento das celebrações ao que isso significa na prática para o SUS e para a Saúde Global. O ponto dele foi claro: a Fiocruz tem sido mais requisitada no cenário internacional, com destaque para participação na delegação do Ministério da Saúde na assembleia-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na fala, ele puxou o fio do cotidiano usando uma imagem que combina com a Fiocruz: como quem monta uma cozinha para todo dia, com ingredientes que precisam estar no lugar certo antes do serviço começar. Na prática, ele traduziu isso como responsabilidade maior com a população, o SUS e a Saúde Global.
O que muda na prática
Mais colaboração e mais compromisso aparecem em detalhes do funcionamento da Fundação. O presidente citou que, hoje, a Fiocruz colabora com 11 ministérios, indo além de temas diretamente ligados à saúde, incluindo segurança pública, educação e moradia.
E o foco em gente também apareceu com força na cerimônia, que teve o Bodas da Saúde, homenagem a trabalhadores e trabalhadoras que completaram 50 e 30 anos na instituição. Também houve menção a servidores com cientistas homenageados como eméritos por ligação com o episódio do Massacre de Manguinhos, lembrando que neste ano completam 40 anos da reintegração dos pesquisadores cassados.
Para amarrar os pontos, a reportagem do evento resumiu o “valor do agora” em três frentes:
- SUS em movimento: fortalecimento de uma instituição estratégica para a atenção à saúde no Brasil
- Entrega com prazo estendido: continuidade das atividades de celebração na terça e quarta (26 e 27/5), com programação aberta ao público
- Cuidado que chega: feira Fiocruz Saudável com vacinação, bem-estar, massoterapia e feira de artesanato
Moreira encerrou a fala lembrando que os desafios do SUS são grandes e que a Fiocruz precisa contribuir com reflexão e posicionamento, incluindo temas como mudanças climáticas e transição demográfica. O “e daí pra mim?” fica na porta: quando a Fiocruz se organiza para produzir, coordenar e formar, a saúde do dia a dia ganha mais capacidade para enfrentar o que muda.
À tarde, a agenda seguiu com novas homenagens, e o dia terminou com o tradicional bolo de aniversário. A programação segue no 27/5 com a corrida comemorativa, reforçando o compromisso com a promoção da saúde e qualidade de vida.
