Conferência regional de saúde no DF: Centro-Sul discute propostas pro SUS
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 12 de julho, às 12:01.
Quem usa o SUS e quem trabalha na rede sabe como a saúde pública muda no dia a dia: depende de planejamento e decisões que precisam ouvir quem vive a rotina. Foi com esse espírito que a Região Centro-Sul realizou, nesta sexta-feira (26), a 12ª Conferência Regional de Saúde.
O encontro juntou usuários, trabalhadores e gestores para discutir os desafios e elaborar propostas para as regiões administrativas de Candangolândia, Cidade Estrutural, Guará, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, SIA e SCIA.
As conferências regionais fazem parte do tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil” e ocorrem até 1º de julho nas sete Regiões de Saúde do Distrito Federal. A ideia é simples: a participação é aberta à população e o que sai dos debates ganha destino na 12ª Conferência Distrital de Saúde (CDS), que acontece em 2027.
Pensa numa “costura” que une retalhos diferentes para formar uma única peça. É mais ou menos assim: cada grupo traz um olhar, e as propostas ajudam a alinhar o rumo do planejamento do SUS no território, sem deixar ninguém de fora do fio principal.
O que muda na prática
Na prática, essas conferências reforçam um caminho em que a sociedade constrói diretrizes e aponta soluções para desafios da saúde pública. Representando a Secretaria de Saúde (SES-DF), o assessor Carlos Humberto Spezia resumiu a lógica do processo: é uma construção coletiva voltada ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Domingos de Brito Filho, o efeito é direto no planejamento: é durante esses momentos que se formam direcionamentos para a saúde.
A coordenadora-adjunta da Conferência Regional de Saúde, Fátima Rôla, chamou atenção para a mobilização social. O foco é defender a saúde pública considerando usuários, trabalhadores e a gestão, além de sustentar melhores condições de trabalho e ampliar o acesso aos serviços.
- Participação: aberta à população, com usuários, trabalhadores e gestores no debate
- Território: propostas voltadas a Candangolândia até SCIA
- Aonde vai: resultados apresentados na 12ª Conferência Distrital de Saúde, em 2027
- Base do SUS: fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) via construção coletiva nos conselhos e conferências
Ou seja: não é só encontro. É o tipo de discussão que ajuda a responder, com mais organização, o que interessa para quem depende do SUS e para quem sustenta a rede. E daí pra mim? Se o planejamento nasce do que a população aponta, as decisões tendem a fazer mais sentido para o usuário e para o profissional na ponta.

