Fibromialgia SP: atendimentos do SUS sobem 30% e viram rotina
Publicada em 24 de maio, 2026.
Atualizada em 10 de julho, às 22:01.

Se a dor crônica virou parte do dia a dia de alguém, vale olhar para o que o SUS em São Paulo vem mostrando: a Secretaria de Estado da Saúde registrou 30% de aumento nos atendimentos clínicos relacionados à fibromialgia entre março de 2022 e fevereiro deste ano.
Pensa na fibromialgia como um alarme de carro que dispara com sensibilidade alta, sem que dê para encontrar um “gatilho” único. Quando isso acontece, a rede precisa estar pronta para avaliar, organizar o raciocínio clínico e conduzir o cuidado com clareza. E os números indicam que a demanda está ganhando volume.
No mesmo período, os dados também apontaram avanço em outras frentes: 31% nos procedimentos de fisioterapia nos ambulatórios da rede SUS em São Paulo, 28% nas cirurgias e 2,7% em todos os procedimentos de fibromialgia feitos em hospitais estaduais da rede pública.
Desde janeiro de 2021, foram contabilizados 84 mil atendimentos ambulatoriais e hospitalares de pessoas diagnosticadas com fibromialgia. Desses, 38.640 ocorreram nos últimos 12 meses no estado.
A data de 12 de maio marca o Dia Mundial de Conscientização da Fibromialgia. No Brasil, o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da fibromialgia foi criado em 2021 para coincidir com essa agenda, com o objetivo de dar mais visibilidade ao tema e estimular debate e políticas públicas.
O que sustenta os números, segundo a área médica
A médica Ana Paula Bazilio, do Hospital Regional de Osasco (especialista em reumatologia), chamou atenção para um ponto sensível no atendimento: a ausência de exames específicos que “provem” a patologia. Na prática, isso puxa a importância de um diagnóstico correto e precoce para ajudar no tratamento.
A fibromialgia é descrita como síndrome de dor crônica muscular generalizada, acompanhada de fadiga e perda de sono, além de distúrbios de humor. Os sintomas relatados incluem dor pelo corpo, percepção alterada da dor, desconforto ou dor ao urinar, problemas de concentração e memória, e sinais como ansiedade e depressão.
A matéria também destaca que, em geral, exames não detectam inflamação e nem sempre a imagem (radiológica) mostra a origem da dor. E como a fibromialgia pode coexistir com outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, o caminho até um manejo bem ajustado pode ficar mais complexo.
- Rótulo: Diagnóstico: exames específicos para comprovação não existem, então o correto e precoce pesa mais
- Rótulo: Tratamento: não há cura, a meta é aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida
- Rótulo: Efeito prático: exercício (principalmente aeróbicos, resistência e alongamento) aparece como recomendação central
- Rótulo: Estrutura de cuidado: pode envolver fisioterapia e apoio psicológico ou psiquiátrico, além de medicamentos para alívio
E daí pra mim? Se o SUS em São Paulo está aumentando atendimentos e procedimentos, o recado central é entender melhor o quadro e organizar o cuidado desde o começo: com avaliação bem feita, o “alarme” deixa de ser só ruído e vira orientação para o que fazer no dia a dia.
