Doação de sangue no Junho Vermelho: 1 bolsa pode atender até 4
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.
No hospital, o atendimento corre e a necessidade também. Durante o Junho Vermelho, o Complexo Hospitalar Sul (CHS) reforça que a doação voluntária de sangue é o que mantém cirurgias, urgências e tratamentos em andamento.
No Pronto-Socorro 28 de Agosto e no Instituto da Mulher Dona Lindu, a rede estadual informa uso médio de 1.200 bolsas por mês. Esse estoque sustenta procedimentos do dia a dia e casos que não podem esperar, como cirurgias, atendimentos de emergência, tratamentos oncológicos, assistência a pacientes renais, queimados e vítimas de acidentes.
Ou seja: é como um “mutirão” que ninguém vê, mas que faz diferença na hora da necessidade. A Agência Transfusional do CHS entra para dar suporte a essas frentes. O coordenador médico Paulo Raphael resume o impacto: a doação é “fundamental para a continuidade desses serviços”, cobrindo desde emergências até procedimentos programados (eletivos).
Para além do pronto-socorro e da estrutura do próprio CHS, o Dona Lindu puxa a rede. Pacientes que passam por cirurgias eletivas são orientados a mobilizar familiares e amigos para doarem, com a ideia de ajudar a manter estoques da rede estadual como um todo.
A rotina do instituto também aparece nos números. O supervisor do Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT), Guilherme Salazar, diz que o Dona Lindu realiza entre 170 e 200 cirurgias eletivas por mês. Segundo ele, em média cada paciente mobiliza cinco ou seis doadores.
O que muda na prática
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Volume do dia a dia: média de 1.200 bolsas por mês no Pronto-Socorro 28 de Agosto e no Dona Lindu
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Alvos do cuidado: suporte a cirurgias, urgência e emergência, além de tratamentos oncológicos, renais e queimados
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Efeito em rede: no Dona Lindu, pacientes mobilizam cinco ou seis doadores em média para sustentar estoques estaduais
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Potencial da doação: uma bolsa pode gerar componentes para atender até quatro pacientes
E tem um detalhe que explica por que uma única doação “cai bem” em mais de um caso. A supervisora da Agência Transfusional do CHS, Elcir Coelho, explica que o sangue, após a coleta, é separado em componentes usados conforme a necessidade clínica de cada pessoa. Assim, uma bolsa pode ajudar até quatro pacientes.
Para quem quer contribuir, a orientação do CHS é procurar a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam). Para doar, é preciso estar em boas condições de saúde, ter se alimentado, ter dormido bem na noite anterior e não ter consumido bebida alcoólica nas 12 horas antes da doação, além de informar sobre medicamentos ou tratamentos em andamento.
O Hemoam fica na avenida Constantino Nery, nº 4.397, bairro Chapada, em Manaus. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 17h.
No fim das contas, a pergunta é direta: se um gesto sustenta o que acontece todo dia no hospital, como deixar a oportunidade passar quando ela está na sua mão?

