Bem-Estar

Rede Alyne: Prefeitura anuncia R$ 10 milhões para requalificar o pré-natal

Recurso de **R$ 10 milhões** será usado para reorganizar e requalificar o pré-natal, impactando diretamente a assistência materno-infantil na Rede Alyne

Publicada em 18 de junho, 2026.

Atualizada em 18 de julho, às 12:00.

Rede Alyne: Prefeitura anuncia R$ 10 milhões para requalificar o pré-natal
Secretária-executiva da Escola de Saúde Pública (ESP) da Semus, Ana Paula Abadia, ressaltou a importância do RDQA como ferramenta de transparência e avaliação contínua dos serviços - Foto: Rodrigo MarquesSMS Palmas (SEMUS)

O pré-natal muda quando vira prioridade e ganha investimento certo. Em Palmas, a Prefeitura anunciou na Câmara Municipal o reforço da Rede Alyne (antiga Rede Cegonha) com R$ 10 milhões para requalificar o pré-natal na Capital, fortalecendo a assistência materno-infantil e ampliando o cuidado especializado.

A apresentação aconteceu durante a sessão desta quinta-feira, 28, quando a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) apresentou o Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA). Na fala, a secretária da Semus, Dhieine Caminski, conectou o investimento ao acompanhamento de indicadores e ao planejamento da capacidade assistencial.

Na prática, o RDQA mostrou como a gravidez e o pós-parto pesam no cenário local. No primeiro quadrimestre (janeiro a abril) de 2026, cerca de 24,4% das internações hospitalares registradas em Palmas estavam relacionadas à gravidez, parto e puerpério, somando 676 internações.

Outro dado do relatório apontou que 60,3% das internações de menores de um ano tiveram relação com afecções perinatais (doenças ou complicações que afetam o recém-nascido).

Pensa nisso como arrumar a “linha de produção” do cuidado: se a etapa do pré-natal fica mais bem estruturada, o processo inteiro ganha mais previsibilidade. O ponto-chave aqui é o que a Prefeitura está tentando fazer com a Rede Alyne: qualificar a assistência antes de virar demanda maior depois.

O que muda na prática

A secretária Dhieine Caminski detalhou projetos estratégicos ligados à rede, incluindo Fila Zero para procedimentos especializados, a implantação do Núcleo de Apoio ao Cuidado Continuado (Nacc), a reestruturação e ampliação do Samu 192 e a reterritorialização da Atenção Primária à Saúde.

O RDQA também foi apresentado como instrumento de transparência. A secretária-executiva da Escola de Saúde Pública (ESP) da Semus, Ana Paula Abadia, destacou que o relatório serve para acompanhar resultados, avaliar indicadores e apoiar decisões com base em dados e necessidades reais da população.

Na sessão, a prestação de contas reuniu vereadores, órgãos de controle, representantes da sociedade civil e servidores e secretários da gestão municipal para apresentar os principais indicadores, investimentos e projetos da rede municipal no primeiro quadrimestre de 2026.

  • Investimento: R$ 10 milhões para requalificação do pré-natal na Rede Alyne
  • Foco assistencial: fortalecimento da assistência materno-infantil e do cuidado especializado
  • Indicadores do RDQA: 24,4% das internações ligadas a gravidez/parto/puerpério e 676 casos no quadrimestre
  • Impacto no recém-nascido: 60,3% das internações de menores de um ano associadas a afecções perinatais

Ou seja: mais do que anunciar verba, a Prefeitura tratou o tema como gestão por números, com a Rede Alyne como caminho para reorganizar o pré-natal. E daí pra mim? Se esse cuidado melhora na ponta, quem recebe o atendimento é a gestante e a família, antes que a situação ganhe complexidade.

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