Política & Gestão

Fila de cirurgias no Paraná cai 44% com investimento acima do piso constitucional

O governo estadual planeja aplicar R$ 10 bilhões até o fim do ano para acelerar também exames e consultas especializadas.

Publicada em 30 de junho, 2026.

Atualizada em 13 de agosto, às 15:30.

Fila de cirurgias no Paraná cai 44% com investimento acima do piso constitucional
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Quem depende do sistema público de saúde sabe bem como a espera por um procedimento médico pode ser angustiante. No Paraná, um forte avanço nos investimentos financeiros está mudando esse cenário para milhares de famílias.

Pense nisso como uma reforma planejada em casa. Você junta o orçamento pensando em trocar apenas a fiação elétrica antiga, mas economiza tanto na pesquisa de materiais que consegue pintar as paredes, trocar o piso e entregar a obra bem antes do combinado.

Nos primeiros quatro meses de 2026, o estado destinou R$ 2,9 bilhões para a saúde. O montante representa 15,01% da receita líquida de impostos, superando com folga o limite mínimo constitucional (o valor mínimo exigido por lei para estados investirem no setor), que é de 12%.

O balanço dos recursos foi detalhado pelo secretário estadual da Saúde, César Neves, na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), sob a presidência do deputado Tercílio Turini. Ao todo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) projeta investir mais de R$ 10 bilhões ao longo de todo o ano de 2026.

O que muda na prática

O ponto-chave é que o dinheiro em caixa logo no início do ano acelera contratos e equipa os hospitais antes que a condição do paciente piore.

Essa agilidade na gestão do caixa trouxe reduções expressivas no tempo de espera por atendimento:

  • Cirurgias eletivas (procedimentos agendados e não urgentes): queda de 44% na fila por meio do programa Opera Paraná, superando a meta de 26%
  • Consultas e exames: redução de 32% na fila do sistema Care-PR (atendimentos especializados), ultrapassando a meta original de 30%
  • Atenção primária (atendimento básico de rotina nos postos): cobertura de 96,49% da população paranaense
  • Pré-natal de qualidade: índice de 88,9% de gestantes com sete ou mais consultas realizadas

O aporte financeiro também ajudou a frear a mortalidade materna e infantil com ações do programa Planifica SUS Paraná (projeto de organização do atendimento integrado) e a entrega de novas maternidades. Segundo a deputada Marcia Huçulak, os indicadores de óbito mostram tendência real de queda. Na mesma linha preventiva, o teste do pezinho (triagem neonatal que identifica doenças graves em recém-nascidos) atingiu 95,88% dos bebês, superando a meta de 95%.

A reunião na Alep contou com a participação dos deputados Luis Corti, Dr. Leonidas e Hussein Bakri, além dos diretores técnicos Ian Sonda (diretor executivo), Maria Goretti David Lopes (diretora), Adriano Rissati (diretor do Fundo Estadual de Saúde) e Juliana de Oliveira.

E daí pra mim? Quando a gestão pública antecipa recursos e acelera os serviços, o tempo de espera do paciente cai significativamente. Na prática, você recebe o diagnóstico e o tratamento preventivo necessários muito antes que uma simples consulta vire um caso de urgência.

Hospitais PúblicosInvestimentos na SaúdeLicitaçõesNegócios na SaúdePolíticas PúblicasProdutividade na SaúdeSaúde EstadualSaúde PúblicaServiço PúblicoSUS
Banner

Mais notícias