Libras no hospital: curso de sinais no HGRS destrava o atendimento diário
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 14:02.

Se você já tentou entender uma orientação em meio a correria e barulho, sabe como a comunicação muda tudo. No Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), a inclusão deixa de ficar só na teoria quando a Língua Brasileira de Sinais (Libras) entra na rotina e vira ferramenta de trabalho para quem está na linha de frente.
A ideia do HGRS é simples: treinar a equipe para usar sinais em situações reais do atendimento. Pense como organizar a cozinha antes do fogão ligar: com todo mundo seguindo o mesmo “passo a passo”, a chance de dar errado diminui. No hospital, isso significa responder melhor quando aparece uma necessidade de comunicação com pacientes e colegas com deficiência auditiva.
O curso de Libras teve 4 dias. As aulas foram ministradas pelos professores Milton Bezerra e Márcia Araújo. Para começar com base, os participantes passaram por etapas iniciais como o alfabeto em Libras e sinais básicos, para dar segurança antes de tentar usar sinais no cotidiano.
Depois, o treinamento foi direcionado ao que acontece na unidade. Em vez de ficar só no aprendizado de “palavras soltas”, a turma praticou pequenas conversas com foco em cumprimento, pedidos de informação e orientações para pacientes. Ou seja: o objetivo é sair do “aprender sinais” e chegar ao “usar sinais” no momento em que a ajuda precisa ser entendida rápido.
Entre os inscritos, está a nutricionista Rubenice Sales. Ela se matriculou para aproximar a comunicação com um colega surdo que trabalha no refeitório do hospital. Segundo ela, ainda existe dificuldade de interação por parte de alguns funcionários, e o curso virou uma forma direta de buscar conhecimento em Libras para fortalecer um ambiente mais inclusivo.
O que muda na prática
Na descrição do HGRS, o aprendizado precisa aparecer em cuidado mais eficiente e mais humano, reduzindo barreiras de comunicação no contato diário. Na prática, acessibilidade passa a acontecer no corredor, no atendimento e nas rotinas que parecem pequenas, mas sustentam o dia a dia do paciente.
- Acessibilidade: reforço do acolhimento a pacientes surdos
- Comunicação: melhora o diálogo entre equipe e usuários
- Humanização: facilita a interação entre profissionais e pessoas atendidas
- Aplicação no cuidado: uso de sinais em cumprimento, pedidos e orientações
No fim das contas, Libras no hospital é sobre fazer a informação chegar. E daí pra mim, na prática, vira atendimento que não depende de tentativa e erro para funcionar.
