Polissonografia SUS: Araraquara usa Tabela SUS e fecha vazio antigo
Publicada em 24 de maio, 2026.
Atualizada em 12 de julho, às 02:00.

Se o SUS é a rota principal, cada exame que some vira atraso e desgaste para quem precisa. Na prática, foi isso que a região de Araraquara tratou ao preencher uma lacuna na oferta de polissonografia (exame usado para avaliar o sono) usando a Tabela SUS como ferramenta de gestão regional.
Nesta quarta-feira (13), o 2º Fórum de Experiências Exitosas da Saúde premiou três projetos entre 194 inscritos. O reconhecimento para Araraquara veio na área temática de “Expansão da Oferta sob a Ótica do Atendimento às Demandas das Redes Regionais de Atenção à Saúde”, com a iniciativa de “Polissonografia: A Tabela SUS como Ferramenta para Suprimir um Vazio Assistencial na Rede Regionalizada de Atenção à Saúde 18”.
O evento foi promovido pela Secretaria de Estado da Saúde e reuniu mais de 500 participantes de todo o País. No recorte regional, o ponto de partida foi direto: segundo o DRS de Araraquara, “não tínhamos nenhum prestador SUS que ofertasse esse exame”.
Pense como quem mora numa rua em que um trecho importante ficou sem iluminação: o problema não aparece de uma vez, mas vai gerando dificuldade para chegar ao destino. Foi essa “parte escura” da rede que a iniciativa ajudou a iluminar, conectando a necessidade do território ao serviço que estava faltando.
O trabalho, como a matéria descreve, incluiu estruturar o processo para atender a demanda reprimida, quantificar a necessidade mensal e organizar a oferta para reduzir a judicialização de novas solicitações.
O que muda na prática
Com a iniciativa, a região conseguiu chegar ao dobro do valor do exame na Tabela SUS Paulista e passar a oferecer 50 exames por mês. A proposta também buscou manter um pagamento “justo” ao prestador e dar previsibilidade para quem organiza e para quem precisa do atendimento.
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Atendimento: atender a demanda reprimida
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Oferta: 50 exames por mês
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Regulação e demanda: quantificar a necessidade mensal e reduzir pedidos via Justiça
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Gestão: satisfação dos gestores com a resolução do vazio assistencial
Mary Cristina Ribeiro, diretora técnica do DRS de Araraquara, apontou que o resultado veio do trabalho conjunto entre DRS, planejamento, regulação e o município de Ibitinga. Ela relatou que a ação ajudou a eliminar um vazio assistencial que existia desde 2008 e reforçou que a expansão, alinhada à regionalização, permitiu oferecer um procedimento essencial.
O fórum também destacou outros projetos voltados a carências locais, com apoio de programas do Governo de São Paulo, citados na matéria como Regionalização, IGM SUS Paulista e Tabela SUS Paulista.
No pano de fundo, o texto situa a base do Programa de Regionalização da Saúde do Estado de São Paulo. A meta é diminuir desigualdades, ampliar a oferta e reduzir filas e a distância para acessar serviços, com parceria do Cosems-SP e apoio da OPAS. Em outras palavras: quando a rede se organiza para preencher lacunas, o efeito aparece onde o dia a dia cobra — o acesso ao exame.
