Atendimento médico da FAB mobiliza hospital flutuante para tratar mil pessoas por dia
Publicada em 26 de maio, 2026.
Atualizada em 12 de setembro, às 16:01.

Imagine precisar de uma consulta com um cardiologista ou pediatra e ter que encarar horas de viagem de barco para conseguir atendimento na capital. Essa é a realidade de quem vive longe dos grandes centros. Para encurtar essa distância, a Força Aérea Brasileira (FAB) organizou uma ação que funciona como as tradicionais caravanas de serviços que viajam pelo interior do país, mas adaptada para os rios do Norte do Brasil.
A Operação Excelsior 2026 leva atendimento médico gratuito e especializado para moradores do Amazonas e do Pará. O foco é aproximar os profissionais de saúde das comunidades que enfrentam severas barreiras geográficas no dia a dia.
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, representou o governador Roberto Cidade em Itacoatiara (município que fica a 176 quilômetros de Manaus) para acompanhar o início dos trabalhos. Ela ressaltou que a união de esforços é essencial para viabilizar uma estrutura desse porte em uma área tão vasta.
O que muda na prática
Na prática, os moradores do interior recebem consultas médicas especializadas perto de suas casas, eliminando custos de viagem. A base de toda a operação está montada sobre seis balsas de apoio logístico. Duas delas são destinadas apenas para abrigar o HCAMP (Hospital de Campanha, que funciona como uma unidade médica temporária altamente estruturada).
A ação conta com cerca de 240 militares trabalhando na assistência. A estrutura tem capacidade para realizar até mil atendimentos por dia em cada município visitado.
Os serviços disponíveis incluem exames e consultas em áreas prioritárias: pediatria, ginecologia, cardiologia, ortopedia, clínica médica e odontologia.
O itinerário das balsas de saúde já está definido e passa pelas seguintes cidades:
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Itacoatiara (AM): Até terça-feira, 27 de maio
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Parintins (AM): De 31 de maio a 5 de junho
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Oriximiná (PA): De 10 de junho a 12 de junho
O cronograma termina em 12 de junho. O ponto-chave é que, ao levar médicos até as comunidades, o projeto alivia a fila de espera dos hospitais locais e garante diagnóstico rápido para quem mais precisa.
