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Semana de Saúde e Meio Ambiente: veja o que muda no lixo do hospital

Em Cuiabá, a III SISMA no HPSMC vai até **26** e usa educação ambiental e destinação correta de resíduos para reforçar práticas sustentáveis na rotina do hospital.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 12 de julho, às 08:01.

Semana de Saúde e Meio Ambiente: veja o que muda no lixo do hospital
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Quando o assunto é saúde, o que vai para o lixo também vira decisão do dia. Em Cuiabá, a Prefeitura, via Secretaria Municipal de Saúde (SMS), começou a III SISMA (Semana Interna de Saúde e Meio Ambiente) no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), com foco em educação ambiental e no jeito certo de cuidar dos resíduos dos serviços de saúde.

O evento começou nesta quarta-feira (24) e segue até esta sexta-feira (26). A programação foi organizada pelo Gerenciamento de Resíduos (GR) e pela Comissão Técnica de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (CTGRSS). A SISMA foi criada em 2024 com uma missão clara: sensibilizar servidores, residentes, acadêmicos e parceiros sobre a preservação ambiental e sobre o gerenciamento correto dos resíduos gerados nas unidades.

Para você visualizar a ideia sem complicar: pense no hospital como uma cozinha grande. Se cada tipo de ingrediente vai para um pote específico, o trabalho flui e ninguém se perde. Na prática, a separação e o cuidado com os resíduos evitam que materiais que exigem tratamento adequado virem um “pote só”. E isso aparece na rotina com educação, monitoramento e ajustes no processo.

A abertura teve apresentação do Coral do Hospital Municipal e reuniu profissionais da saúde, gestores e convidados. Ao longo dos três dias, estão previstas palestras, oficinas, apresentações culturais, feira de economia solidária, bazar solidário, show de talentos e distribuição de mudas de árvores. Também haverá ações educativas com a Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD) e a Caminhada da Sustentabilidade, marcada para o encerramento.

No dia a dia do HPSMC, o Gerenciamento de Resíduos é coordenado pela engenheira sanitarista Salma de Oliveira. A sanitarista Renata da Silva Leite Hellebrandt atua nas frentes de gerenciamento dos resíduos, educação ambiental, monitoramento de indicadores e implantação de projetos sustentáveis.

O que a SISMA mostra pelos números

Os dados citados pela SMS apontam avanços na destinação adequada de materiais. Em 2025, foram destinados corretamente 1.883 frascos vazios de aerossol, 460 frascos de perfume, 677 frascos de álcool, 59,7 quilos de tampinhas plásticas, 958,5 quilos de papel seco, 12 toneladas de papelão, 2.103 latas de alumínio e 600 litros de óleo de cozinha usado.

Já entre janeiro e maio de 2026, o hospital contabilizou 296 frascos de aerossol, 231 frascos de perfume, 200 frascos de álcool, 61 quilos de tampinhas plásticas, 583,6 quilos de papel seco, cinco toneladas de papelão, 698 latas de alumínio e 200 litros de óleo de cozinha usado.

  • Público-alvo: servidores, residentes, acadêmicos e parceiros
  • Foco: resíduos infectantes, químicos e perfurocortantes (com destinação adequada)
  • Mão na massa: educação ambiental e monitoramento de indicadores
  • Rede: reciclagem de nove categorias via parcerias

E tem reconhecimento também: o HPSMC recebeu o Selo Empresa Amiga do Catador, ficou em primeiro lugar no Prêmio de Modernização no Serviço Público da Prefeitura de Cuiabá e teve menções honrosas, além de apresentações de trabalhos científicos em eventos ligados a saúde pública, sustentabilidade e gestão ambiental. Ou seja: não é só evento bonito, é tentativa concreta de fazer o “lixo do hospital” entrar em um caminho mais correto — e daí pra mim, na ponta, é menos descarte inadequado e mais cuidado com o ambiente que todo mundo usa.

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