Queimaduras no Amazonas: SES-AM alerta e aponta choque elétrico nas festas
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 9 de julho, às 18:01.
Férias, festa junina e aquela casa “em modo reunião” costumam trazer alegria. Só que, no meio do corre, uma tomada mal cuidada ou a mania de improvisar pode virar internação. É por isso que a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) chama atenção para um aumento de casos no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto.
Em junho, julho e agosto de 2025, a unidade registrou 43 internações por queimaduras. Esse total representa 86,9% a mais do que o mesmo período de 2024, quando foram 23.
O levantamento da SES-AM também mostra que esses três meses somaram 30,7% de todas as internações por queimaduras contabilizadas na unidade ao longo de 2025.
Na prática, dá para entender o pico com uma analogia bem brasileira: é como quando a gente tenta acender a fogueira sem organizar o entorno. Se a “arrumação” básica falha, qualquer faísca encontra combustível fácil. No caso das ocorrências, a SES-AM destaca como principais elementos situações envolvendo energia elétrica e comportamentos sem cuidado técnico.
O que muda na prática
O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do HPS 28 de Agosto é apontado como referência na região Norte. A médica intensivista do CTQ, Ana Leal, afirma que cerca de 60% dos pacientes atendidos nesse período são vítimas de choque elétrico.
Segundo ela, queimaduras por descarga elétrica tendem a ser mais graves porque o dano não fica só na pele. A corrente pode atingir músculos, vasos sanguíneos e até estruturas ósseas, com possibilidade de lesões internas severas e, em casos extremos, necessidade de amputação de membros.
Além do risco elétrico, a equipe do CTQ alerta para perigos ligados a fogueiras, líquidos superaquecidos, combustíveis e materiais inflamáveis, comuns em comemorações.
- Rótulo: Principal foco é choque elétrico
- Rótulo: 60% dos atendimentos no período são por descarga elétrica
- Rótulo: Aumento de 86,9% em 2025 (jun–ago) vs. 2024
- Rótulo: 30,7% das internações de 2025 ocorrem nesses meses
Em situações de choque elétrico, o gerente médico do HPS 28 de Agosto, Diemenson Ferreira, orienta começar pela segurança de quem vai socorrer. A recomendação é não tocar na vítima antes de interromper a fonte de energia, desligando o disjuntor ou a chave geral. Se não for possível, ele cita madeira seca ou plástico como isolantes, desde que haja condições seguras para a ação. Quando houver risco, a orientação é acionar imediatamente o Samu ou o Corpo de Bombeiros.
E daí pra mim? Se a gente coloca segurança antes da tomada, fogueira e improviso, evita que um susto vire um quadro grave. O que cabe agora é simples: atenção ao que acende, ao que aquece e ao que pode dar choque.

