Bem-Estar

Emicizumabe no SUS: Hemopi ganha reconhecimento por ampliar acesso no Piauí

Por: Sana Moraes / Ascom Hemopi

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 9 de julho, às 04:01.

Sabe quando uma medicação “cara” chega mais perto de quem precisa, sem a família precisar atravessar o estado inteira? Foi isso que o Hemopi conquistou ao receber reconhecimento do setor farmacêutico pela adesão e descentralização do protocolo de uso do emicizumabe.

Na prática, o destaque é que o SUS passou a ofertar essa terapia para crianças de até 6 anos com hemofilia A grave, sem inibidores do fator VIII (anticorpos que atrapalham o efeito do tratamento). Essa ampliação aconteceu após a atualização feita pelos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde no fim de 2025.

O resultado já aparece nos números: 19 crianças piauienses estão sendo beneficiadas com a terapia. E o ponto que o Hemopi ressalta é a descentralização do atendimento, levando o tratamento para o interior do estado.

“Além da adesão ao protocolo, conseguimos descentralizar o acesso ao emicizumabe. Hoje já temos pacientes em Parnaíba recebendo o tratamento profilático”, explicou a gerente técnica do Hemopi, a hematologista Karina Nava.

Pense na profilaxia como uma “manutenção preventiva” do corpo, do tipo que evita que pequenos problemas virem uma bola de neve. No caso da hemofilia A, a lógica é reduzir a chance de sangramentos ao longo do tempo, com um cuidado mais constante e planejado.

O que é a hemofilia A e por que o emicizumabe muda o dia a dia

A hemofilia A é uma doença genética rara causada pela deficiência do fator VIII, uma proteína que participa da coagulação do sangue. Quando o fator está baixo, aumenta o risco de sangramentos espontâneos ou provocados por pequenos traumas, o que pode afetar articulações e outros órgãos ao longo da vida.

Até recentemente, a profilaxia era feita com a reposição intravenosa do fator VIII. Esse modelo envolve aplicações frequentes e pode ter limitação em alguns pacientes por causa dos inibidores, que reduzem a resposta.

O emicizumabe é aplicado por via subcutânea (na pele, em vez de na veia). Segundo o Hemopi, ele reproduz a função do fator VIII, tem ação prolongada e reduz a frequência das aplicações. Com isso, diminui o risco de sangramentos e traz mais conforto e segurança para as crianças e suas famílias.

  • Quem recebe: crianças de até 6 anos com hemofilia A grave, sem inibidores do fator VIII
  • Como é aplicado: via subcutânea
  • O ganho apontado pelo Hemopi: menos frequência de aplicações e redução de episódios de sangramento
  • Onde chega no Piauí: pacientes em Parnaíba com tratamento profilático

Na rede pública, o ponto-chave é simples: o SUS passar a ofertar essa alternativa ajuda a aproximar o cuidado especializado da rotina das famílias, em vez de deixar o tratamento concentrado. Ou seja: a conversa deixa de ser só “qual é a medicação” e vira “quem consegue acessar de verdade”.

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