câncer de cabeça e pescoço: fisioterapia da SES-TO em Brasília na unificação
Publicada em 27 de maio, 2026.
Atualizada em 9 de julho, às 14:01.
Quem pensa que o câncer de cabeça e pescoço termina quando a quimio ou a radioterapia acabam perde uma parte importante do caminho: a reabilitação. É nela que a pessoa volta a ter mais controle de funções no dia a dia, muitas vezes após cirurgias e procedimentos que deixam sequelas.
Foi com esse foco que a SES-TO marcou presença no 6º Seminário de Câncer de Cabeça e Pescoço, em Brasília, de 24 a 26 de maio, na Câmara dos Deputados. A participação foi feita pela fisioterapeuta Talita Brunes, do Hospital Geral de Palmas (HGP).
No evento, ela apresentou o trabalho do Serviço de Reconstrução Crânio Facial do HGP, descrito como referência em reabilitação facial. Ou seja: não é só tratar a doença. A proposta é organizar o cuidado para que a recuperação tenha suporte também na parte funcional e estética.
Por que a reabilitação entra cedo na conversa
A linha de tratamento discutida no seminário mira um ponto central: o cuidado precisa ser multiprofissional. Na prática, isso quer dizer que a recuperação do paciente não depende de uma única frente, porque os efeitos do tratamento oncológico aparecem em diferentes aspectos do corpo e da rotina.
Talita Brunes destacou a fisioterapia como aliada para prevenir e reduzir sequelas. Entre as complicações citadas no evento estão dor, limitação dos movimentos, perda de força muscular, linfedema, trismo e síndrome do ombro doloroso.
Para deixar os termos claros: linfedema é o inchaço ligado a alterações no sistema linfático; trismo é a dificuldade de abrir a boca. Já radioterapia e quimioterapia são modalidades usadas no tratamento do câncer e podem trazer efeitos que exigem acompanhamento.
O que muda na prática
O seminário defende que a reabilitação funcione com intervenções planejadas e individualizadas, para trazer de volta funcionalidade e melhorar a qualidade de vida. O que entra no dia a dia do cuidado, segundo a fisioterapeuta, são exercícios terapêuticos, drenagem linfática e técnicas de alívio da dor.
- Impacto no paciente: reduzir e minimizar sequelas do tratamento
- Foco do atendimento: prevenção e reabilitação em etapas pré, pós e adjuvante
- Base das intervenções: exercícios terapêuticos, drenagem linfática e alívio da dor
- Objetivo do evento: fortalecer e unificar a abordagem ao paciente oncológico
O resultado do encontro é um espaço para compartilhar a experiência do HGP e alinhar a ideia de que o tratamento principal não fecha a conta sozinho. E daí pra mim? Na prática, significa ter mais chance de recuperação funcional quando o paciente encontra orientação e cuidado por um caminho unificado.
