Política & Gestão

Fogos com estampido: restrições e cuidados que protegem saúde e bem-estar

Leis estadual e municipal limitam fogos com estampido em Sergipe e reforçam opções silenciosas para reduzir riscos a públicos vulneráveis e animais.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 12 de julho, às 14:01.

Fogos com estampido: restrições e cuidados que protegem saúde e bem-estar
Governo de SergipeSES Sergipe

Festa sem barulho forte pode soar como detalhe, mas para muita gente o estampido vira problema imediato. Na prática, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) pede que o uso de fogos durante celebrações seja repensado, com mais alternativas visuais e silenciosas para tornar os eventos mais inclusivos.

A preocupação começa pelos efeitos do som de alta intensidade. O diretor de Proteção Animal (Diproan), Adriano Bandeira, aponta que fogos com estampido estão ligados a sofrimento animal na literatura científica e na rotina de profissionais veterinários. O barulho forte pode causar medo extremo, pânico e desorientação, levando a fugas, acidentes e até ferimentos graves. Em situações mais severas, o estresse pode evoluir para morte.

E se você já viu um cachorro reagir a trovões, entende o mecanismo: o corpo entra em alerta. Com os estampidos, o “alarme” toca do nada, e o animal tenta escapar, se proteger ou acaba se machucando no caminho.

O impacto não fica só nos animais. O som repentino e intenso pode provocar traumas acústicos, como zumbidos, e também levar a perdas auditivas temporárias ou permanentes. Para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o excesso de ruído vira sobrecarga sensorial (quando os estímulos passam do limite), com possibilidade de crises de ansiedade, medo, angústia e desregulação emocional.

A gestora da Reabilitação Intelectual no Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), Danniella Gouveia, destaca que a sensibilidade auditiva aparece com frequência entre pessoas autistas. Ela também chama atenção para bebês e crianças, que podem reagir com irritabilidade intensa, sustos e desconforto. Já em idosos e pessoas enfermas, o ruído pode se traduzir em elevação da pressão arterial, aumento do estresse, desorientação e distúrbios do sono.

O que muda na prática

  • Público mais afetado: pessoas com TEA, idosos, enfermos, bebês e animais.
  • Risco principal: estampidos podem causar sofrimento, crises sensoriais e consequências como ferimentos e agravamento de doenças pré-existentes.
  • Alternativa sugerida: priorizar opções visuais e silenciosas.
  • Lei em jogo: há restrições para uso de fogos com estampido em Sergipe, com base na Lei Estadual nº 9.729/2025 e na Lei Municipal nº 6.173/2025.

A SES orienta comerciantes, distribuidores e organizadores a seguirem a legislação sobre artefatos pirotécnicos. Em caso de descumprimento, a população pode denunciar aos canais informados: Procon Aracaju (79) 3179-6040, Disque-Denúncia da Polícia Civil 181, Polícia Militar 190, Procon Estadual (79) 3225-6047 e o Departamento de Fiscalização de Armas e Explosivos da SSP/SE (79) 3216-5420.

Ou seja: dá para celebrar sem colocar todo mundo no “modo alarme”. Se o som do fogos machuca, a alternativa silenciosa deixa a festa mais segura e mais humana. E daí pra mim? O barulho não precisa mandar na minha saúde.

Cidades SaudáveisFiscalizaçãoImpacto AmbientalPegada Ambiental
Banner

Mais notícias