Parto normal em Sergipe dispara com atendimento humanizado no sertão de Glória
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 21 de agosto, às 16:00.

Ter um bebê longe de casa e sem suporte é um dos maiores medos de qualquer gestante. O ideal é que o parto pareça aquela visita acolhedora à casa de uma avó no interior, onde cada detalhe é pensado para trazer conforto, segurança e aquele colo quente na hora certa.
É exatamente essa rede de apoio que o Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, mantido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe, estruturou para as mães do alto sertão.
A unidade registrou um aumento de 7,7% nos atendimentos obstétricos (área da medicina que cuida da gestação e do parto) nos primeiros quatro meses deste ano. Entre janeiro e abril de 2026, a maternidade registrou 531 partos, contra 493 no mesmo período de 2025.
O grande destaque fica por conta do nascimento humanizado. Do total de partos deste ano, 426 foram normais (partos vaginais sem necessidade de cirurgia) e apenas 105 foram cesarianas. Em todo o ano de 2025, o hospital já havia ultrapassado a marca de mil partos normais.
O que muda na prática
A descentralização da saúde evita que gestantes viagem horas em estradas para dar à luz. Na prática, a maternidade serve como porto seguro regional:
- Cidades atendidas: Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Monte Alegre, Porto da Folha, Feira Nova e Nossa Senhora da Glória.
- Suporte pós-parto: Acompanhamento obstétrico contínuo e acolhimento para mães e bebês.
- Sucesso na amamentação: Índice de 90% de bebês amamentados logo nas primeiras horas de vida.
Esse índice de aleitamento é fruto do trabalho de equipes multiprofissionais (médicos, enfermeiros e fisioterapeutas trabalhando juntos) que instruem a mãe logo após o nascimento.
A superintendente do hospital, Everlyn Karla, explica que o foco é garantir um atendimento seguro perto da residência das famílias. Quem comprova isso é a vendedora Gilderlania Aragão Andrade, moradora de Glória, que deu à luz o pequeno Thales Miguel na unidade. Ela relata que recebeu atenção total desde a recepção, o que garantiu um nascimento tranquilo.
No fim das contas, garantir partos humanizados e incentivar a amamentação no sertão não é apenas bater metas de saúde pública. É garantir que o início da vida de centenas de sergipanos seja tão seguro e acolhedor quanto o abraço de uma avó.
