Abuso e exploração sexual infantil: hospital alerta sinais e incentiva denúncia
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 20 de julho, às 04:00.

Quando a gente aprende a observar sinais do dia a dia, fica mais fácil proteger quem depende de nós. Foi com essa ideia que o Hospital Geral Público Castelo de Sonhos promoveu, nesta quarta-feira, 27, uma ação educativa para orientar pais, responsáveis e a comunidade sobre abuso e exploração sexual infantil.
O encontro aconteceu no ambulatório da unidade, em Castelo de Sonhos, distrito do município de Altamira, no sudoeste do Pará. A equipe explicou que atenção aos comportamentos pode ajudar na identificação de vítimas, destacando que pequenos detalhes fazem diferença na proteção.
A orientação veio do enfermeiro Henrique Honorato, que apontou a importância de observar sinais físicos, emocionais e comportamentais. Na prática, é como conferir as “luzes” do painel de um carro: um detalhe fora do padrão pode ser o aviso de que algo precisa de cuidado antes que vire um problema maior.
O que muda na prática
Além de conscientizar, a ação reforçou a necessidade de denúncia e de acolhimento às vítimas. A equipe do serviço social ressaltou que o silêncio sustenta a continuidade da violência e que o cuidado não fica só no atendimento em saúde.
A assistente social Jeane dos Santos resumiu o papel do hospital: orientar, acolher e incentivar a denúncia para que crianças e adolescentes tenham direitos protegidos e possam viver com segurança.
- Rótulo: Sinais a observar: valor
- Rótulo: Sinais a observar: físicos, emocionais e comportamentais
- Rótulo: Foco da equipe: valor
- Rótulo: Foco da equipe: identificação e orientação sobre abuso e exploração sexual infantil
- Rótulo: Por que denunciar: valor
- Rótulo: Por que denunciar: o silêncio contribui para manter a violência
- Rótulo: Como o hospital atua: valor
- Rótulo: Como o hospital atua: acolhimento, incentivo à denúncia e orientações à comunidade
Participaram da atividade a acompanhante Laine Rodrigues e a mãe e acompanhante Kellem Karine Vieira. Elas relataram que a palestra ajudou a entender como agir quando surgem sinais e também apresentou canais de denúncia.
Para deixar o aprendizado mais leve, a programação trouxe uma dinâmica com balões contendo perguntas sobre o tema, com espaço para esclarecimentos. Ao final, houve entrega de brindes e um momento de integração com os presentes.
E daí para mim?
Se você convive com crianças e adolescentes, a mensagem é direta: prestar atenção ao que muda no comportamento e saber onde buscar ajuda pode ser a diferença entre “passar batido” e proteger de verdade.
