Bem-Estar

Gripe no Paraná: 2 milhões de doses aplicadas e 5º lugar nacional

O Paraná mira a meta de 90% da vacinação nos grupos prioritários, mas a cobertura infantil ainda preocupa, segundo o secretário César Neves.

Publicada em 20 de junho, 2026.

Atualizada em 15 de julho, às 12:01.

Gripe no Paraná: 2 milhões de doses aplicadas e 5º lugar nacional
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Enquanto a rotina segue, o Paraná vai fazendo a lição de casa contra a gripe: já aplicou 2.007.462 vacinas em 2024 e aparece em 5º lugar entre os estados que mais imunizaram em números absolutos. É como encher o tanque antes da próxima subida: quando a circulação dos vírus respiratórios aumenta no inverno, a proteção já está mais perto de chegar em quem precisa.

Os números vêm do Vacinômetro do Ministério da Saúde, com atualização nesta quarta-feira (3). O Paraná ficou atrás de Rio de Janeiro (2.082.039), Rio Grande do Sul (2.311.183), Minas Gerais (4.048.311) e São Paulo (7.516.839).

Agora, olhando para quem está na fila prioritária, a cobertura do Paraná entre os grupos indicados pelo Ministério da Saúde (idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos) chegou a 43,40%. A média nacional é 39,45%, e o estado ocupa a 7ª posição. Para alcançar a meta, o objetivo é chegar a 90% desse público, somando 2.960.260 paranaenses dos três grupos.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, resumiu o foco: usar as doses disponíveis para imunizar os grupos prioritários e proteger a população mais vulnerável com a chegada do inverno e da maior circulação dos vírus respiratórios.

Dentro dessa cobertura, as gestantes lideram até agora, com 54.642 doses aplicadas e 55,58%. Em seguida vêm os idosos, com 967.554 doses e 46,33%. Entre as crianças, os números estão mais baixos: 262.631 doses e 33,95%.

O que muda na prática

Essa diferença puxa um recado direto: “Essa baixa adesão, especialmente entre o público infantil, é preocupante”, disse César Neves. A orientação é reforçar que as vacinas são seguras e protegem.

A lista de público-alvo para vacinação segue abrangente e inclui, além dos grupos de maior risco, profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior e trabalhadores da educação, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e de salvamento e militares das Forças Armadas.

Também entram pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.

  • Meta: atingir 90% dos grupos prioritários
  • Cobertura atual (Paraná): 43,40% (média nacional 39,45%)
  • Liderança entre grupos: gestantes com 55,58%
  • Alerta: adesão menor entre crianças (cobertura 33,95%)

Até agora, o Paraná recebeu 3.841.780 doses do imunizante. O total recebido ainda não cobre a estimativa do Ministério da Saúde para o grupo prioritário, que soma 4.815.445 paranaenses. O plano é seguir em parceria com os municípios para ampliar o acesso e vacinar o maior número possível.

E daí para mim? Se você está em um dos grupos prioritários, o recado é prático: checar onde está sendo aplicada a vacina e aproveitar essa janela antes de o inverno aumentar a circulação dos vírus respiratórios.

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