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Inteligência artificial em Londres: FAPESP Week quer virar financiamento conjunto

Terceira edição na Inglaterra, o simpósio em Londres quer converter debates sobre IA, transição energética e saúde em novas propostas de financiamento conjunto.

Publicada em 1 de junho, 2026.

Atualizada em 28 de junho, às 14:04.

Inteligência artificial em Londres: FAPESP Week quer virar financiamento conjunto
AGÊNCIA FAPESP

Se a ciência anda ocupando seu dia a dia, com decisões baseadas em dados e em novas tecnologias, vale prestar atenção em quem leva esse tipo de conversa para fora do laboratório. A FAPESP Week Londres volta ao Science Museum com um objetivo bem direto: transformar discussões internacionais sobre inteligência artificial, transição energética e saúde em parceria de pesquisa com chance real de financiamento conjunto.

A edição de 2026 será a terceira vez que o simpósio acontece na Inglaterra, depois de 2013 e 2019. O encontro ocorre entre amanhã e quinta-feira (04/06) e conta com cooperação do Museu da Ciência, do UK Research and Innovation (UKRI), da Royal Society, da British Academy e da STN (Rede de Ciência e Tecnologia do Reino Unido no Brasil). A Embaixada do Brasil em Londres também dá apoio.

Pensa como uma feira de adoção de receitas: você já sabe que o prato existe: o que importa é achar quem tenha as ferramentas certas para cozinhar junto. É nessa lógica que as sessões são desenhadas para reunir pesquisadores e conversar sobre resultados, pontos em comum e caminhos para projetos colaborativos.

O que entra na pauta

Os temas seguem áreas estratégicas de fomento da FAPESP. A programação inclui transição energética; saúde, dados de saúde e medicina de precisão (tratamentos guiados por características individuais); inteligência artificial e dados para a sociedade; biodiversidade, bioeconomia e economia circular; uso sustentável de recursos; e também museus, patrimônio e sociedade.

Na parte de divulgação científica, há um espaço voltado à relevância de museus de ciência. A agenda traz participação do Instituto Butantan, que vai levar um projeto de exposição conjunta para a Inglaterra.

E a IA aparece como fio condutor do encontro. Machado descreve a ideia como algo que “permeia desde a saúde até a inovação tecnológica”.

  • Público-alvo: pesquisadores de São Paulo e do Reino Unido
  • Temas centrais: IA, transição energética e saúde
  • Como vira parceria: conversas para mapear oportunidades de financiamento conjunto
  • Onde acontece: Science Museum, em Londres

O ponto-chave do “e daí pra mim?” é medir impacto depois do evento. Segundo a FAPESP, as edições costumam se refletir em propostas colaborativas. Depois do encontro na Alemanha, em março de 2025, as submissões à FAPESP passaram de 294 para 582 (aumento de quase 98%). Na Espanha, foram de 283 para 471 (alta de 66,4%). Na França, de 374 para 566 (crescimento de 51,3%). No Uruguai, em novembro de 2025, subiu de 18 para 51.

Agora, a expectativa é que os três dias em Londres convertam o diálogo em projetos conjuntos com financiamento da FAPESP e parceiros, reforçando a internacionalização da ciência produzida no estado.

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