Bem-Estar

Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete: governo assina concessão e destrava obras

Após o termo de concessão, o hospital entra na rota para abrir com previsão até o fim de 2026 e atender região com cerca de 800 mil pessoas.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 10 de julho, às 04:00.

Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete: governo assina concessão e destrava obras
Governo de Minas dá novo passo para abertura do Hospital Regional de Conselheiro LafaieteSES Minas Gerais

Quando a saúde de uma região fica dependente de um centro maior, o atraso vira gasto de tempo, deslocamento e espera. Em Minas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) assinou nesta quinta-feira (25/6) o termo de concessão para a gestão do Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete, na região Central do estado. Na prática, é mais uma etapa para a unidade sair do papel e começar a operar.

A cerimônia aconteceu na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e marca o avanço de um hospital que deve beneficiar cerca de 800 mil moradores de 51 municípios da Macrorregião Centro-Sul.

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, tratou a assinatura como um “passo decisivo” para colocar a unidade em funcionamento. Segundo ele, o objetivo é ampliar o acesso da população à assistência hospitalar, reduzindo a necessidade de buscar atendimento em Belo Horizonte.

A gestão do hospital ficará com o Instituto de Saúde HSVP, vencedor da Concorrência Pública nº 38/2025. A entidade é filantrópica e tem quase 80 anos de experiência em saúde e gestão hospitalar. A concessão terá duração de 25 anos, com possibilidade de prorrogação.

O que muda na prática

Para entender o ritmo dessa “virada”, pense num preparo de receita que fica parada até a etapa certa do forno: quando a parte de planejamento (o contrato) anda, o restante começa a ser acelerado com mais previsibilidade.

O investimento total previsto pelo Governo de Minas é de R$ 76 milhões. Desse montante, cerca de R$ 43 milhões vão para obras e R$ 33 milhões para aquisição de equipamentos.

A retomada das obras aconteceu em 2021, com recursos do Acordo Judicial de Brumadinho, firmado após o rompimento das barragens em Brumadinho. O acordo foi relacionado ao episódio que tirou a vida de 272 pessoas e gerou impactos na bacia do Rio Paraopeba.

A previsão de conclusão é até o fim de 2026. Além do investimento em estrutura, há previsão de recursos de custeio que podem chegar a R$ 54 milhões por ano quando a unidade operar com capacidade total.

Nos próximos dias, mais de R$ 30 milhões devem ser transferidos para a compra de equipamentos, como tomógrafos, itens de CTI (terapia intensiva) e de bloco cirúrgico.

Estrutura e atendimento regional

O hospital terá 8.546,52 metros quadrados e oferecerá pronto atendimento, 20 leitos de observação, quatro salas cirúrgicas, 77 leitos de internação e 20 leitos de terapia intensiva. Também haverá apoio diagnóstico, incluindo tomografia, ultrassonografia, raio-X e eletrocardiograma.

O atendimento previsto inclui demandas de média e alta complexidade em áreas como cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, neurologia, urologia, cirurgia vascular, oftalmologia e bucomaxilofacial. A unidade também deve dar suporte a pacientes oncológicos e procedimentos especializados.

  • Concessão: 25 anos, com possibilidade de prorrogação
  • Investimento em obra e equipamentos: R$ 76 milhões (R$ 43 milhões obras e R$ 33 milhões equipamentos)
  • Previsão de conclusão: até o fim de 2026
  • Área atendida: 51 municípios e cerca de 800 mil moradores

No fim, é disso que se trata: menos espera por atendimento distante e mais chance de o cuidado chegar perto. O ponto-chave é que, com o contrato assinado, a unidade passa para a etapa seguinte rumo à abertura. E daí pra mim?

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