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Cuidados paliativos no HGT ganham reforço e protocolos em 2026

O HGT diz que, em maio de 2026, a Comissão de Cuidados Paliativos formalizou condutas para dois pacientes e prepara novas capacitações para ampliar a cultura do cuidado humanizado.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 10 de julho, às 02:00.

Cuidados paliativos no HGT ganham reforço e protocolos em 2026
Foto: ASCOM HGT

Quando a doença chega ao limite, a rotina da família muda de vez. No Hospital Geral de Tailândia (HGT), a resposta para esse momento mais delicado é fortalecer os cuidados paliativos, com foco em conforto, dignidade e acolhimento, e com decisões discutidas em conjunto pela equipe de saúde.

A Comissão de Cuidados Paliativos (CCP) do hospital vem ampliando as práticas assistenciais ao longo do tempo, organizando fluxos internos e investindo na qualificação dos profissionais. A proposta é clara: tratar o paciente como um todo, com escuta ativa e respeito durante todas as etapas do atendimento. Ou seja, é como ajustar o “painel do carro” para que a informação chegue na pessoa certa na hora certa: não para acelerar, e sim para dar direção em um cenário em que o conforto vira prioridade.

A CCP é formada por equipe multiprofissional, reunindo médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, profissionais da farmácia e até a recepção, além de outros setores ligados diretamente ao cuidado. Na prática, isso ajuda a alinhar condutas considerando também os aspectos emocionais, sociais e espirituais envolvidos no processo.

O diretor técnico do HGT, Eduardo Rocha, explica que, quando não há possibilidade de reversão do quadro, o foco passa a ser o conforto e o controle dos sintomas. Ele reforça que cuidado paliativo não significa abandono: é presença e atenção para o paciente e para a família.

O ponto-chave do avanço descrito na matéria é a organização de protocolos para identificar quem pode ser atendido pela CCP. A partir da sinalização de casos com condições clínicas irreversíveis, a equipe se reúne para avaliar cada situação e definir estratégias de cuidado, priorizando o bem-estar do paciente e a escuta ativa dos familiares.

O que muda na prática

Além das decisões em equipe, a comissão aposta em um espaço de diálogo direto com as famílias. A “conferência familiar” serve para esclarecer dúvidas, apresentar o quadro clínico e alinhar expectativas sobre as condutas adotadas, fortalecendo o vínculo entre assistência e família.

Um exemplo citado é a acompanhante Ruthelene Abreu, de 38 anos, que acompanha a madrasta internada na UTI adulto do HGT há mais de 40 dias. Segundo ela, após avaliação multiprofissional, a paciente passou a ser acompanhada pela comissão. Ruthelene relata que as informações são repassadas com transparência, o que ajuda a família a entender o que está acontecendo e a ter segurança no processo.

A psicóloga da comissão, Izabel Alves, destaca a comunicação clara e o acolhimento emocional como parte central do cuidado, especialmente em momentos difíceis.

O mês de destaque traz um dado objetivo: somente em maio de 2026, a CCP realizou o fechamento de conduta paliativa para 2 pacientes atendidos pelo hospital. Esses acompanhamentos envolveram avaliação clínica, alinhamento com familiares e definição de estratégias voltadas ao conforto, controle de sintomas e continuidade do cuidado conforme o perfil de cada caso.

  • Público-alvo: pacientes com condições clínicas irreversíveis
  • Como decide: avaliação multiprofissional e protocolos de elegibilidade
  • Elemento-chave: conferência familiar e comunicação clara
  • Dado de maio/2026: fechamento de conduta paliativa para 2 pacientes

E daí pra mim? Se um dia a família chegar a esse ponto, o que vale é ter clareza do que está sendo feito e sentir que alguém está junto, com conversa de verdade e plano de cuidado para o conforto.

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