Fissura labiopalatina: Operação Sorriso chega a Santarém em maio
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Se você já passou pela experiência de “fila que não anda”, sabe o que pesa. Para quem depende do SUS para cirurgia reconstrutiva, a espera pode virar rotina longa demais. No Oeste do Pará, esse passo ganhou data: entre 21 e 25 de maio, a Operação Sorriso aconteceu no Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), com cirurgias gratuitas para crianças e adultos com fissuras faciais.
Pensa na fissura labiopalatina como uma “peça que ficou fora do encaixe” desde o desenvolvimento do bebê. Quando o lábio, o palato (o “céu da boca”) ou os dois não fecham completamente, isso pode mexer com mais do que aparência: a condição também pode impactar funções como alimentação, dentição, audição e até a fala. Ou seja, o que está em jogo vai além do visual.
O que foi feito no HRBA
No período do mutirão, o HRBA reuniu 38 pacientes e realizou 57 procedimentos. As cirurgias incluíram intervenções de lábio e palato, além de rinoplastia e enxerto ósseo alveolar.
A operação não ficou restrita ao centro cirúrgico. O hospital estruturou a recuperação com cessão de leitos no quarto andar e programou o atendimento pós-operatório para junho.
O ponto-chave por trás do calendário
Para funcionar sem atropelar a rotina, a organização foi parte do plano. De acordo com o diretor-geral do HRBA, Matheus Coutinho, a equipe se programou desde o ano passado, mantendo cirurgias de urgência e também os procedimentos que já estavam previstos no bloco cirúrgico. Ao mesmo tempo, as cirurgias marcadas para aqueles dias foram antecipadas e houve reserva de espaço para observação.
- Número de pacientes: 38
- Procedimentos feitos: 57
- Janela do mutirão: 21 a 25 de maio
- Retorno pós-operatório: em junho
Essa foi a 19ª edição da Operação Sorriso, e a primeira vez que ela ocorreu nas dependências do Regional de Santarém.
E daí pra mim?
Na prática, a notícia mostra um efeito bem concreto: a rede pública local consegue organizar um volume de cirurgias de média e alta complexidade e ainda planejar o cuidado depois do procedimento. Para o paciente e para a família, isso tende a significar menos “vai e volta” e mais continuidade no tratamento.
A Operação Sorriso faz missões humanitárias no Brasil desde 1997 e reúne cerca de 6 mil profissionais de saúde de 80 países.
