Lokomat: SP compra robô de marcha e muda reabilitação na Lucy Montoro
Publicada em 24 de maio, 2026.
Atualizada em 12 de julho, às 18:01.

A reabilitação para voltar a caminhar muda quando entra precisão no treino. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo comprou um novo equipamento robótico para a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, em Diadema: o LokomatPro Sensation.
O investimento foi de R$ 3,8 milhões. O aparelho é descrito como o primeiro da rede pública estadual e o segundo dessa versão disponível no país. A promessa é atuar em reabilitação de marcha e terapia intensiva assistida por robô.
Pensa na esteira como a “trilha” do paciente: ela segue em movimento constante para dar ritmo ao treino. Nesse Lokomat, o equipamento é acoplado ao paciente para que ele caminhe sobre uma esteira rolante, com suporte para a cintura pélvica e órteses (dispositivos que ajudam a alinhar e sustentar os membros inferiores). O objetivo é estimular o uso do quadril e do joelho, com acompanhamento de um fisioterapeuta.
O público inclui pacientes com limitações para caminhar, como sequelas de AVC, doenças neurológicas, lesões medulares, doença de Parkinson, traumatismo craniano encefálico, entre outros.
O que muda na prática
Durante o tratamento, o paciente é monitorado por dois computadores, que mensuram a qualidade do treinamento para o fisioterapeuta. A unidade diz que o resultado esperado é uma marcha mais equilibrada, simétrica e refinada, alcançada mais rapidamente quando combinada à terapia convencional.
O equipamento também trabalha com treinamento intensivo com muita repetição de movimentos. A instrutora técnica e fisioterapeuta, Débora Fragoso, explica que o Lokomat não substitui a fisioterapia convencional, mas adiciona um treino específico, direcionado e mensurável. Ou seja: o foco é caminhar com padrão de marcha e biomecânicas adequados.
Além disso, o sistema gera dados e relatórios personalizados para medir e ajustar número de repetições, intensidade da carga, grau de amplitude, força isométrica (força feita sem movimento visível) e rigidez mecânica. A expectativa citada é de progressos semanais na habilidade motora, com automatização da terapia de marcha somada à fisioterapia.
- Quem atende: pacientes da Rede Lucy Montoro com limitações de caminhada (ex.: AVC, Parkinson, lesões medulares)
- O que mede: repetições, intensidade, amplitude, força isométrica e rigidez mecânica
- Para onde vai o ganho: marcha mais equilibrada e refinada, combinada à terapia convencional
- Como entra no tratamento: treino intensivo em esteira com suporte e acompanhamento do fisioterapeuta
No primeiro momento, a unidade diz que pelo menos 150 pacientes serão beneficiados. Um treinamento de quatro dias foi feito com a equipe multidisciplinar para operar o dispositivo, com participação de quatro pacientes previamente selecionados, incluindo uma criança, e acompanhamento de uma instrutora técnica da empresa fabricante.
E daí pra mim? Se você depende de reabilitação para ganhar equilíbrio e melhorar a forma de caminhar, a novidade é que o treino passa a ter controle por dados e repetições guiadas, com acompanhamento de perto e relatórios para orientar os ajustes.
