Equidade no SUS em Sergipe: seminário reúne gestores até sexta
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 21 de julho, às 04:01.

Se você quer entender por que a saúde melhora (ou piora) no dia a dia, comece pelo lugar mais perto: a Atenção Primária à Saúde (APS). Em Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) puxou um encontro para mexer justamente nesse ponto, com foco em promoção da saúde e redução de desigualdades.
Nesta quinta-feira, 18, a SES, por meio da Daps (Diretoria de Atenção Primária à Saúde) e em parceria com a Funesa (Fundação Estadual de Saúde), promoveu o “Seminário Estadual de Promoção da Saúde”. O evento reúne gestores e coordenadores municipais da APS e segue com programação até 19.
Pense nisso como quem ajusta um bolo na cozinha: a gente não vê o “processo” acontecendo na hora, mas é ele que define se a massa cresce por igual ou se fica parte seca. No seminário, a ideia foi alinhar o caminho para que os municípios trabalhem ações integradas de promoção da saúde, com ênfase em equidade, prevenção de agravos (redução de doenças e pioras evitáveis) e qualidade de vida.
Na prática, o encontro conversa com a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). A PNPS orienta a promoção como estratégia para enfrentar os determinantes sociais da saúde (fatores do cotidiano que influenciam adoecimento e bem-estar), fortalecer a participação social, reduzir iniquidades e ampliar qualidade de vida.
O que muda na prática
O seminário reforça a coordenação do cuidado nos territórios e a necessidade de ações intersetoriais (parcerias que conectam saúde a outras áreas do município) para impactar as condições de vida. Essa direção aparece também na fala de Ana Lira, diretora de Atenção Primária à Saúde da SES, ao tratar do cenário de envelhecimento populacional e do aumento das doenças crônicas, com foco em autonomia, equidade e bem-estar.
Durante as atividades, foram discutidas frentes técnicas e políticas públicas ligadas à promoção da saúde, incluindo:
- Alimentação e nutrição: suporte a hábitos e prevenção
- Programa Academia da Saúde (PAS) e Incentivo de Atividade Física (IAF): estímulo ao movimento
- Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics): abordagens complementares
- Programa Saúde na Escola (PSE): ações no ambiente escolar
A programação também abrangeu saúde da pessoa idosa, saúde mental e vigilância de violências e acidentes.
Outro ponto foi a integração da saúde bucal ao cuidado integral. Ana Paula Vieira, coordenadora estadual da Rede de Saúde Bucal, relacionou o tema à APS, com um olhar ampliado e humanizado, reforçando equidade e integralidade.
No fim, o objetivo é bem direto para quem usa e para quem trabalha no SUS: qualificar a assistência e fortalecer o sistema onde ele acontece. Como disse Iandra Geovana Dantas, coordenadora da APS de São Cristóvão, a meta é levar o que foi discutido para o município e valorizar o que já está em andamento. Ou seja: menos só debate, mais organização de estratégias para fazer diferença real nos territórios, especialmente onde a equidade precisa ganhar força.
