Saúde no Amazonas: as mudanças nas cirurgias e consultas que chegam ao interior
Publicada em 26 de maio, 2026.
Atualizada em 11 de setembro, às 10:00.

Organizar a saúde pública em um estado com proporções continentais como o Amazonas é como preparar aquele churrasco de domingo para toda a família ampliada. Se você não combinar direitinho quem compra a carne, quem traz o refrigerante e quem arruma as cadeiras, o pessoal da ponta da mesa — os que moram mais longe — vai acabar sem comer.
Na prática, é essa sintonia fina que a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) buscou ajustar na segunda-feira (25/05). O órgão reuniu gestores municipais e estaduais no seu auditório para a 381ª reunião da Comissão Intergestores Bipartite do Amazonas (CIB-AM), que é o colegiado de decisão paritária do SUS.
O ponto-chave do encontro, comandado pela secretária de Saúde Nayara Maksoud, foi ajeitar as engrenagens de atendimento para que os serviços cheguem com a mesma eficiência na capital e no interior do estado.
O que muda na prática
As decisões tomadas na reunião alteram diretamente a rota de atendimento do paciente amazonense. Veja os principais pontos acordados:
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Opera+ Amazonas: ampliação do programa que realiza cirurgias eletivas (procedimentos cirúrgicos agendados, que não são de urgência) em todas as regiões do estado.
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PlanificaSUS: fortalecimento da rede de atenção primária no Baixo Amazonas, definindo Parintins como a cidade polo de referência para a região.
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CAPS de Coari: qualificação do Centro de Atenção Psicossocial local, com transição proposta da modalidade CAPS I para CAPS II, ampliando o suporte de saúde mental.
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Alergia ao leite: apresentação do novo Protocolo Clínico Estadual de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), formulado pela Central de Medicamentos do Amazonas (Cema).
Além disso, o município de Itacoatiara terá a mudança de suas equipes de Estratégia Saúde da Família (eSF) para equipes de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR). Essa troca ajusta o formato de atendimento ao cotidiano de quem vive às margens dos rios.
Para completar a organização de longo prazo, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) já apresentou as estratégias de enfrentamento para a estiagem de 2026, que pode ser agravada sob a influência do fenômeno climático El Niño.
No fim das contas, essa distribuição paritária de responsabilidades garante que, quando você precisar de um especialista através do programa Agora Tem Especialistas, a estrutura de atendimento já esteja devidamente montada no seu município.
