BLS em Palmas: curso do Samu prepara residentes para urgência na ponta
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 17 de julho, às 18:01.

Quem trabalha ou vai acompanhar de perto a saúde na Atenção Primária já sabe: às vezes a emergência chega antes da ambulância. Em Palmas, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), fez um curso de Suporte Básico de Vida (BLS – Basic Life Support) para deixar 24 residentes de Medicina de Família e Comunidade mais prontos para o atendimento inicial.
A capacitação aconteceu nesta quinta-feira, 11, na sede do Samu, das 14 às 17 horas, com encontros teóricos e práticos. A ideia foi treinar ações que precisam começar rápido, enquanto o suporte especializado ainda não chegou.
O que entrou no conteúdo foi bem direto ao ponto: ressuscitação cardiopulmonar (RCP), manobras para desobstrução das vias aéreas em casos de engasgo, além de condutas iniciais em convulsões e outras situações em que a intervenção imediata faz diferença. Na prática, a orientação é que o profissional reconheça o risco, atue com segurança e mantenha o cuidado até o encaminhamento.
A médica supervisora da Residência de Medicina de Família e Comunidade, Ana Paula Pedreira Lima Rocha, explicou que a formação com foco no primeiro contato ajuda o residente do primeiro ano a começar a atuação com conhecimento atualizado. O ponto-chave é simples: emergências podem acontecer dentro das Unidades de Saúde da Família (USF), onde o paciente costuma chegar como primeira porta do sistema.
Para sustentar essa rotina, a capacitação foi ministrada pela enfermeira do Núcleo de Educação em Urgências (NEU) do Samu, Lia Almeida Balbé, que destacou a proposta de identificar rapidamente situações de risco e iniciar as primeiras intervenções até a chegada do suporte avançado, quando necessário.
O que muda na prática
Pensa na USF como a “recepção” de um jogo: quem faz o primeiro atendimento precisa organizar a partida desde o começo. É nessa lógica que o treinamento ajuda, porque orienta o residente a agir com base em procedimentos de suporte básico.
- Público-alvo: 24 residentes de Medicina de Família e Comunidade
- O que foi treinado: RCP, desobstrução das vias aéreas e atendimento inicial a convulsões
- Onde aplica: USF, como primeiro acesso do paciente ao sistema
- Objetivo do curso: preparar o residente do primeiro ano para suporte básico com conhecimentos atualizados
Para o residente Jorge Henrique Goes Mota, a iniciativa reforça a preparação para situações do dia a dia das unidades. Mesmo na Atenção Primária, ele disse que o treinamento melhora a segurança e a capacidade de oferecer o cuidado necessário até o paciente receber o suporte adequado.
