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Cuidados paliativos na infância: HILP treina equipe para cuidar com presença

Por: Claudia Bezerra / Ascom HILP

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 29 de junho, às 06:01.

Cuidados paliativos na infância: HILP treina equipe para cuidar com presença
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Na pediatria, tem um tipo de cuidado que muita gente só valoriza quando precisa: lidar com sofrimento faz parte do tratamento. Nesta sexta-feira (29), o Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP) colocou a equipe para se preparar para os cuidados paliativos na infância e adolescência, com foco em um cuidado mais humanizado.

O encontro foi no auditório e reuniu cerca de 60 pessoas, incluindo profissionais da equipe multiprofissional, residentes e acadêmicos. A programação teve palestra, roda de conversa e oficinas, conduzidas pela médica oncologista Carla Valéria. A proposta foi criar espaço para escuta, reflexão e troca de experiências sobre como oferecer cuidado a crianças, adolescentes e suas famílias em momentos difíceis.

O HILP tratou o tema por uma lógica bem do dia a dia: é como organizar a casa quando alguém vai passar por um temporal. A chuva continua sendo a chuva, mas ter orientação, acolhimento e companhia diminui a tensão e ajuda cada pessoa a atravessar o momento com mais segurança. Nos cuidados paliativos pediátricos, a equipe não fica presa só na doença; ela olha também para o contexto da criança e de quem está ao lado.

O hospital vinculou a capacitação ao projeto “Cuidados Paliativos no SUS – HSL/ProadiSUS”, do Ministério da Saúde, com acompanhamento do Hospital Sírio-Libanês. O ponto-chave citado pela diretora-geral Leiva Moura é a implantação de um protocolo interno de cuidados paliativos no HILP, para fortalecer a assistência humanizada e o cuidado integral aos pacientes pediátricos.

O que muda na prática

A formação ajuda a equipe a sustentar uma abordagem com presença e escuta. O recado foi direto: falar em cuidados paliativos é tratar de humanidade, acolhimento e respeito à vida em todas as fases.

E a médica oncologista Carla Valéria reforçou que, na infância, o cuidado vai além de tratar uma doença. Ou seja, a meta é manter o foco no cuidado integral, com atenção ao sofrimento e à qualidade de vida dentro do contexto da família.

  • Público-alvo: equipe multiprofissional, residentes e acadêmicos
  • Objetivo do HILP: implantar protocolo interno de cuidados paliativos
  • Base do cuidado: escuta, presença e alívio do sofrimento
  • Projeto no SUS: “Cuidados Paliativos no SUS – HSL/ProadiSUS”, com acompanhamento do Sírio-Libanês

No fim, a ideia não é complicada: preparar melhor a equipe para cuidar com sensibilidade. E daí pra mim, como paciente, família ou profissional: quando a conversa e a organização acontecem, o cuidado tende a ficar menos frio e mais completo.

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