Plataforma Bahia: acesso padronizado para pesquisa na rede Sesab em 41 unidades
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 11 de julho, às 12:00.

Quem pesquisa na saúde e tenta colocar o projeto pra rodar na prática esbarra em um problema comum: cada unidade funciona de um jeito. A Plataforma Bahia foi criada para mudar essa porta de entrada, com fluxo padronizado para projetos feitos na rede pública estadual da Bahia.
A ferramenta foi instituída pela Portaria GASEC nº 1.364, de 6 de dezembro de 2017, e já está em 41 unidades vinculadas à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A plataforma é conduzida pela Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia (Saftec), por meio da Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (DITEC).
Pensa na Plataforma Bahia como uma “esteira” de produção: o pesquisador passa pelo mesmo começo, com regras claras, mas o projeto só segue adiante quando passa pelas checagens certas em cada etapa. O objetivo é dar previsibilidade para quem submete e organizar o caminho dentro da rede.
Na prática, a submissão atende estudantes de graduação em fase de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e também pesquisadores com trajetória acadêmica consolidada. Mas atenção: submeter não significa autorização automática.
O projeto escolhido precisa ser analisado pela Comissão Local de Pesquisa (CLP) da unidade em que a pesquisa será desenvolvida. A comissão avalia a viabilidade técnica e a relevância científica do estudo. E só depois de aprovação pela CLP e pelo Comitê de Ética em pesquisa é que a pesquisa pode ser realizada na unidade.
O que muda na prática
A Plataforma Bahia liga pesquisador e CLP da unidade escolhida, e os estudos que têm potencial de ganho podem ser convertidos em benefícios para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Nos primeiros quatro meses de 2026, a plataforma já contabiliza 176 pesquisas aprovadas e 340 em tramitação. Para manter a expansão, a equipe explica que há reuniões com os membros das comissões locais. Segundo Lívia Pereira, de COGEC, de janeiro a junho foram 17 encontros com esse propósito.
- Público-alvo: estudantes em TCC e pesquisadores com trajetória consolidada
- Gate de aprovação: análise pela Comissão Local de Pesquisa (CLP) e pelo Comitê de Ética
- Indicador no início de 2026: 176 aprovadas e 340 em tramitação
- Base regulatória: Portaria GASEC nº 1.364 (6/12/2017)
Para começar, o pesquisador faz cadastro na Plataforma Bahia. Depois, precisa fazer a Prova de Certificação, com pontuação igual ou superior a 70%. A prova avalia conhecimento das normativas de ética em pesquisa envolvendo seres humanos no Brasil, e a aprovação é pré-requisito obrigatório para submeter projetos.
